Bruno Le Maire, Ministro das Finanças de França, responsável pela posição do Estado Gaulês na Renault, disse, numa entrevista à rádio Europe 1, com todas as letras que a marca francesa “pode desaparecer!”
O choque foi enorme, mas acabam por repercutir as palavras do primeiro ministro francês, Edouard Phillippe, sobre a sobrevivência da fábrica de Flins, nos arredores de Paris.
Tudo foi espoletado pelas notícias que foram sendo divulgadas e que davam a Renault numa posição financeira complicadas, com acúmulo de prejuízos, que iriam afunilar no fecho de fábricas e diminuição da gama, como parte de um plano de corte de custos superior a 2 mil milhões de euros.
Para já, a União Europeia aprovou o empréstimo de 5 mil milhões de euros avalizado pelo Estado francês, evitando assim aumentar a probabilidade de maiores problemas devido à paragem de produção devido à Covid-19.
E aqui surgiu a intervenção de Bruno Le Maire, o Ministro das Finanças francês que admitiu ao jornal Le Figaro que nada está assinado e que as discussões continuam em cima da mesa para tentar garantir liquidez à Renault.
Diz-se que depois de ter recebido uma intervenção de 36 milhões de euros, a fábrica de Dieppe pode ser encerrada – o que pode levar ao segundo fecho da Alpine – juntamente com a fábrica de peças de Choisy-le-Roy, a fundição de Bretagne e a fábrica de caixas e motores de Morbihan. Para já, em nenhum relatório surge a fábrica portuguesa de Cacia. Para já…
Depois das fábricas, será a vez dos modelos com a Renault a poder acabar com o Espace, o Scénic, o Koleos e o Talisman. O maior choque é o nome do Megane estar nesta lista de modelos a desaparecerem da gama Renault. Entretanto, a Nissan já pediu à Renault para produzirem o Kadjar e o Captur na unidade de Sunderland, Reino Unido. Mas com o acordo sobre o Brexit a não estar fácil e a saber-se que haverá taxas a pagar pelo comércio entre as ilhas britânicas e a União Europeia, dificilmente isso acontecerá.











