O caso da unidade motriz da Ferrari não está a ter a mesma cobertura que deveria devido aos acontecimentos atuais, mas certamente continuará a dar que falar. Bernie Ecclestone deu a sua opinião.
As suspeitas sobre a unidade motriz da Ferrari começaram a surgir quando a evolução da unidade italiana surpreendeu os adversário. Em 2018 já tinham sido pedidos esclarecimentos a FIA que investigou e não encontrou qualquer irregularidade. No ano passado as dúvidas persistiram quando a Scuderia encontrou mais performance ainda, numa altura em que se pensava que as unidade híbridas tinham chegado ao ponto de uniformização de performance. Mais uma vez a FIA investigou o motor italiano e apesar de reconhecer a legalidade do mesmo lançou diretivas técnicas que, por coincidência ou não, surgiram na mesma altura em que se notou uma diminuição da performance da Ferrari.
A FIA concluiu a investigação e afirmou que não foi capaz de encontrar provas claras de que a Ferrari tinha feito batota, o que levou a FIA e a Ferrari a assinarem um acordo em que nada seria revelado publicamente, sendo publicado o célebre comunicado em que era dito, preto no branco, que as partes tinham chegado a uma espécie de acordo de confidencialidade.
As restantes equipas não ficaram satisfeitas e exigiram explicações, ameaçando levar o caso a tribunal, e Jean Todt, presidente da FIA disse que a Ferrari se opôs à publicação de esclarecimentos, um cenário estranho, pois era o presidente da entidade reguladora a dizer que estava de mãos atadas por uma equipa que compete num campeonato por si regulado.
Bernie Ecclestone, bem ao seu estilo deu a sua opinião:
“Eu nunca teria permitido isso”, disse ele ao Sport1. “O que é isso? Ou alguém fez batota ou não. A declaração da FIA parecia uma admissão de culpa da Ferrari. De que outra forma se envolveriam nisso em primeiro lugar?”
O ex-supremo da F1 pediu às equipas rivais que “processem” a FIA, pois têm todo o direito ao prémio em dinheiro, se a unidade de força da Ferrari for ilegal:
“As outras equipas agora devem ser duras e processar a FIA em caso de emergência”, acrescentou. “Afinal, estamos a falar de vários milhões de dólares em prémios a que têm direito.”
“Quando a McLaren se envolveu no escândalo de espionagem em 2007, não o deixei entrar em julgamento. Posteriormente desqualificamos a McLaren e aplicamos uma punição de100 milhões de dólares. As outras equipes logicamente subiram na tabela de prémios em dinheiro. Tudo foi processado de forma transparente. ”










