A última semana tem sido decisiva para a Fórmula 1. Há cerca de uma semana tentou-se correr o Grande Prémio da Austrália, mas a pandemia do coronavírus (COVID-19) acabou por levar ao cancelamento do evento.
A partir daí, mais eventos foram adiados e até cancelados (Grande Prémio do Mónaco), perfazendo um total, até agora, de sete, nos 22 previstos para 2020. As ‘férias de verão’ já foram mudadas para março e abril para acomodar os Grandes Prémio adiados e as novas regulamentações técnicas previstas para 2021 foram atrasadas e só entram em vigor em 2022.
É fácil argumentar que a pandemia do coronavírus encostou a Fórmula 1 a um canto e forçou a entrada nesta ação. Mas, uma rápida análise de como alguns grandes organismos mundiais responderam a isto indicam que esta não é hora para grandes ‘jogatanas’ políticas.
O cancelamento do Grande Prémio da Austrália foi uma fraca demonstração, com grupos indecisos sobre quem deveria ter a responsabilidade. Depois disso, a Fórmula 1 decidiu adiar o Grande Prémio do Bahrein e do Vietname. Ainda numa tentativa de começar na Holanda, a Fórmula 1 acabou por adiar também o Grande Prémio da Holanda e da Espanha.
Além disso, foram organizadas conferências entre as principais partes interessadas e foram tomadas medidas rápidas, mas responsáveis. O eixo habitual da política voltará, mas, as recentes respostas demonstram uma atitude adequada à situação que se vive mundialmente. Assim, a Fórmula 1 criou uma janela saudável para resolver problemas a curto e a médio prazo, mas a disciplina tem pela frente desafios enormes…











