Foi muita areia para as ‘camionetas’ dos ‘outros’. Depois de quatro anos nos ralis, Miguel Barbosa regressou ontem ao todo o terreno, na segunda prova do Campeonato de Portugal de Todo o Terreno, faltando à primeira prova do campeonato porque a sua nova Toyota Hilux da Overdrive não tinha chegado a tempo vinda do Dakar. E o que Miguel Barbosa fez nas pistas permitiu perceber que regressou a um nível que aparenta estar acima de toda a concorrência.
Nos últimos anos o CPTT foi muito equilibrado e disputado até à última prova porque as forças em presença eram equilibradas o suficiente para que isso sucedesse. Provavelmente, só mesmo João Ramos tinha um ‘package’ acima da concorrência, ‘unhas’ e carro, mas ‘azares’ mecânicos e não só levaram-no a perder provas quando o eu andamento se mostrava um bom bocado acima dos adversários. Só que ontem isso mudou.
O que João Ramos nos disse ontem após o prólogo, diz muito acerca do que pode ser este CPTT: “demos o nosso máximo, não posso fazer mais tenho a plena consciência da diferença de carro que existe do Miguel (Barbosa) para a minha. As pessoas pensam que os carros são iguais mas não são. O centro de gravidade é diferente, o peso é diferente a geometria da suspensão é diferente, aquele carro é sempre cerca de um segundo mais rápido que o meu, e este prólogo é prova disso. Fiz tudo perfeito, andei no máximo, notas impecáveis, e fizemos segundo lugar”. Acrescentamos nós: 5.0s em 4.40 Km. É muito.
Veja como andou João Ramos no prólogo – avisamos já que são imagens espetaculares – e agora imagine como Miguel Barbosa ganhou 5.0s segundos em três minutos e meio de corrida. O andamento que Miguel Barbosa trouxe de novo para o TT é absolutamente espetacular e todos com quem falámos que viram diversas passagens nas pistas dizem o mesmo: “um patamar acima dos ‘outros'”…












