Juan Manuel Correa continua a sua recuperação depois do horrível acidente em Spa. O jovem piloto relembrou aquele dia e falou dos desejos para o futuro.
Correa esteve no acidente que vitimou Anthoine Hubert, em Spa. A violência do impacto ceifou a vida do jovem francês e deixou mazelas profundas a Correa. Lembrando o acidente Correa lamenta que ninguém da FIA o tivesse acompanhado:
“Todos foram a Monza após o acidente, eu fiquei no hospital e quase morri quatro dias depois”, disse ele à N-TV. “E não havia ninguém da FIA ou alguém para cuidar de mim.”
“A razão pela qual quase morri foi por causa das forças G que sentimos quando se tem em um acidente tão sério. Os médicos do hospital na Bélgica não sabiam o que era isso porque nunca viram alguém sobreviver a um impacto tão grande”.
“Houve momentos no hospital em que meu foco era sobreviver e depois salvar a perna.”
“Eu posso voltar. O momento é imprevisível, é uma lesão tão complicada que muito pode acontecer. Isso pode fazer a diferença cinco meses antes ou cinco meses depois. Mas mesmo que demore anos para voltar, eu voltarei. Eu tenho muita certeza disso. Sinto muita falta das corridas todos os dias.”
Quanto à possibilidade de um regresso e ser promovido à Fórmula 1, ele diz: “Posso imaginar-me a guiar um Fórmula 1 um dia. Por que não? Se eu fizer tudo o que for possível na reabilitação. Corrida não é como balé ou futebol, não é preciso estar 100% em pé. Se conseguir usar o acelerador e o travão, está bem. Estou em forma da cintura para cima e não tenho nenhum dano, isso é a coisa mais importante. As mãos e a cabeça são importantes e estão bem. Eu tenho que melhorar a perna, para que eu possa acelerar e travar, para que eu possa pilotar qualquer carro no mundo.”












