A navegação está a desempenhar um papel especial no Dakar deste ano. Para este ano a ASO decidiu alterar a forma de produzir o road book. A maior mudança teve a ver com o facto dos navegadores só receberem o road book pouco antes de deixarem o bivouac na maioria dos dias. Mas isso não é um grande problema para Lucas Cruz: “O novo regulamento do road book significou que tivemos de de adaptar a forma de trabalhar no carro. Em alguns dias, só recebemos o road book 15 minutos antes de sairmos do bivouac. No carro, tentamos analisar as secções mais difíceis, de modo a poder encontrar o caminho certo. No entanto, devo dizer que gosto das mudanças e acho bom que só recebamos o road book de manhã. Em primeiro lugar, permite-me dormir mais tempo, e deixo de passar a noite a preparar-me e, em segundo lugar, é mais justo, pois todos estão no mesmo barco e não podem obter nenhuma informação extra”.
Paulo Fiúza também gosta do novo procedimento: “Até agora, só recebemos o road book na manhã de quatro dias e acho que é uma boa ideia. Estou muito mais fresco, mesmo que isso signifique mais stress antes do início das etapas”.
O próprio road book também mudou. As informações já estão agora ‘codificadas’ por cores pelos organizadores e o tipo de navegação também é diferente. “Este ano, as bússolas são muito utilizadas”, acrescentou Cruz. “Há realmente tem que ter cuidado, pois estar apenas cinco graus fora da rota pode levar-nos para um caminho completamente errado”.










