Pedro Bianchi Prata vai correr no Dakar ao lado do antigo piloto do WRC, Conrad Rautenbach, natural do Zimbabwe, num projeto interessante: Um SSV T3. Bianchi Prata vai ser navegador: “É um carro bom, temos todas as condições de fazer um bom Dakar”, começou por dizer Bianchi Prata, que explicou como aqui chegou: “Há dois anos que me dedico a dar cursos de navegação e no Rally de Merzouga, fazia de navegador de um piloto brasileiro, tendo aí conhecido o Conrad Rautenbach.
Ele fez-me o convite para o navegar, o desafio era grande, mas o projeto é muito bem estruturado, e apesar do meu trabalho atual, isto pode dar uma reviravolta na minha carreira. O carro é um protótipo, totalmente feito na PH Sport, equipa que representa a Citroën no WRC. A base é Can-AM, mas nem parece que estamos num SSV, pois é todo fechado, e tem uma performance espetacular. Fizemos um teste na Arábia Saudita, e no primeiro dia antes de termos tido alguns azares, íamos em quinto da geral numa prova com imensos carros competitivos. De resto, temos testado no Dubai, Abu Dhabi, e também na Arábia, para nos conhecermos, perceber como podemos fazer as coisas. O Conrad já foi campeão de ralis da África do Sul, fez top 5 no WRC várias vezes, já fez top 8 no Dakar com uma Toyota oficial, portanto não lhe vou ensinar nada, mas sim ajudá-lo na navegação. De resto, como sabem, já fiz muitos Dakar de moto, mas agora com os testes, nunca pensei que se pudesse andar tão depressa de carro nas dunas”, disse Bianchi Prata que antevê um Dakar em que não se vai andar tanto no limite: “Acho que vai ser um Dakar muito interessante, pois se for – como se espera – uma navegação muito difícil, um dia perde-se um, noutro dia, outro, e a luta pela liderança pode ser muito mais aberta”










