Paulo Fiúza foi chamado à última da hora para ocupar o lugar deixado vago pela mulher de Stéphane Peterhansel, Andrea, que devido a razões médicas teve que ficar em casa. Bem conhecido de Sven Quandt, líder da X-Raid, Paulo Fiúza foi o navegador escolhido para a difícil tarefa de ajudar Mr. Dakar a lutar pela vitória. De repente, temos um português a lutar para vencer o Dakar à geral nos autos: “Sinto-me bastante feliz, navegar Peterhansel é um prazer.
O Sven Quandt ligou-me, a dizer que tinha um top driver para mim, mas não me disse logo quem era. Fiquei na expetativa e quando ele me disse, a minha reação foi perguntar se era mesmo verdade. Fiquei muito feliz e claro, aceitei logo o convite” começou por dizer Fiúza, que vai lutar para vencer o Dakar: “Tenho perfeita noção disso, mas é uma pressão boa. Não é todos os dias que vamos sentados ao lado do Sr. Dakar, é uma pressão enorme, mas para já ainda não penso muito nisso. Vamos ver como estão os nossos adversários, olhar para a prova dia a dia. Claro que iremos atacar, mas tudo depende de como irá correr, não vamos para já traçar planos, vamos ver como vai avançar a corrida, pois a concorrência é forte, vamos ver”.
Entretanto, na prova teste que realizaram juntos na Arábia Saudita, Fiúza confirmou que o carro “sofreu uma grande evolução, o ângulo de ataque da frente do carro foi mudado, o problema do enchimento dos pneus foi resolvido e o buggy está mesmo bem mais competitivo” disse Fiúza que vai para o seu 14º Dakar: “Até aqui, só não terminei dois, um em África. Na América do Sul terminei todos, embora alguns tenham sido de camião, onde não éramos obrigados a cumprir o percurso de todas as especiais. Digamos que em termos de contabilidade, não terminei dois”.
Outro ponto curioso é o facto de Peterhansel ter feito um pedido a Fiúza: “Estive com ele a semana passada, o que que combinámos foi que as notas serão em inglês mas ele quer que algumas sejam dadas em francês e por isso estou a preparar-me nesse sentido”.











