Alex Albon teve uma ascensão meteórica e inesperada na F1. O jovem piloto que no ano passado quase ficava sem lugar na F2, por falta de apoios financeiros, viu a sua vida mudar radicalmente em menos de um ano.
Albon tinha tudo encaminhado para apostar na Fórmula E, mas a saída de Brendon Hartley da Toro Rosso e a falta de um piloto no programa de jovens da Red Bull preparado para dar o salto para a F1, levou a estrutura a repescar o tailandês, que já tinha sido piloto da Red Bull anteriormente.
O talento de Albon sempre foi muito elogiado, mas parecia ser daqueles casos em que só o talento não chega. O lugar na Toro Rosso foi um prémio inesperado pelo seu esforço e tudo o que viesse depois era lucro. Tinha conseguido chegar à F1, quando nada o fazia prever.
Mas a fraca época de Pierre Gasly na Red Bull e a sua boa evolução na Toro Rosso levou a uma das trocas mais surpreendentes do ano. Gasly foi despromovido e Albon passou a pilotar para uma das melhores equipas da F1.
Todo este percurso tem sido rápido, talvez demasiado rápido até, mas Albon tem mantido a mesma postura e mais que isso tem respondido de forma positiva ao desafio. É bom lembrar que de todos os jovens que entraram na F1 recentemente, Albon é de longe aquele que teve a tarefa menos facilitada pois a primeira vez que guiou um F1 foi nos testes de pré-época em Barcelona. Apesar disso, tem evoluído de forma positiva e mostrado muito potencial. Tem cometido alguns erros, mas são erros normais para um jovem que tem menos de um ano de experiência.
Pierre Gasly é bom piloto, mas não soube adaptar-se à nova realidade nem encontrar soluções para os seus problemas. A despromoção foi algo ingrata para ele e, pessoalmente, não deveria ter acontecido. Daniil Kvyat tem também talento mas não parece ter o que é preciso para regressar à Red Bull e ter sucesso. Albon tem provado a cada desafio que tem potencial e qualidade para ter sucesso na Red Bull. E por isso, acredito que merece ficar com o lugar.
Além disso é também a prova de que por vezes (muito raramente), com trabalho e talento, se consegue atingir os sonhos e que não é preciso uma carteira funda ou um conhecimento extra. É claro que esta visão da F1 é quase utópica e que teremos sempre a lei do dinheiro a impor-se. Mas por uma vez, sabe bem ver um jovem talentoso chegar à F1 de forma inesperada e conseguir provar a todos que tem qualidade para estar lá. Só por isso a história de Albon merece ser contada. E pelo que tem feito até agora, poderá juntar outros capítulos felizes.










