Bernie Ecclestone, o homem que comandou os destinos da F1 durante quase trinta anos afirmou que o aumento do número de corridas irá apenas desvalorizar a F1.
O ex-supremo do Grande Circo deu o exemplo do ténis para justificar a sua visão:
” Dezasseis corridas são suficientes. Quanto mais corridas houver, mais o produto será desvalorizado. Já experimentamos essa saturação no ténis. Existem 100 torneios, mas nem 10 são importantes. Se houver apenas 16 corridas, os organizadores terão que pagar mais. E eles farão isso, porque o evento deles é ainda mais valioso devido à escassez.”
Além do aumento do calendário, Bernie afirmou que a F1 não precisa de grandes mudanças:
“Não vejo motivo para grandes mudanças”, disse ele. “Se sim, teríamos que mudar algo dramaticamente. Por exemplo, de volta aos motores naturalmente aspirados. Mas não há coragem. Não vejo razão para eles pensarem no plano B. Seria melhor se eles tivessem um bom plano A e o fizessem funcionar”.
Sob a alçada de Ecclestone a F1 chegou a ter 21 corridas no calendário um recorde na altura, corria o ano de 2016. De facto o aumento do número de corridas poderá ter um efeito negativo pois os Grande Prémios tornaram-se especiais por serem raros. Os tempos são diferentes, mas a banalização da F1 não deve ser o caminho. 20 corridas por época parecem ser o número ideal mas a vontade de explorar novos mercados poderá levar esse número a aumentar.












