É a categoria com mais carros em pista. Os Am vieram compensar a falta de carros nos Pro e nos LMP1 e fazem subir o número de carros inscritos no mundial para a casa das três dezenas. O Porsche 911 RSR é a máquina de eleição, com quase metade das equipas, fazendo uma armada de cinco Porsche que lutarão contra quatro Ferrari.
Também aqui haverá muitas lutas entre Porsche e Ferrari com Aston Martin à espreita. A “frota” de cinco Porsche parte como favorita, pois já no ano passado mostraram andamento superior e este ano no Prólogo voltaram a ser destaque. Os 911 estiveram na frente da tabela ao longo dos dois dias de testes e os Ferrari surgiram em segundo plano.
A Team Project 1, depois de ter vencido o título no ano passado, surge com dois carros este ano, em conjunto com a Keating Motorsports (que no ano passado chegou a usar o Ford GT). A Dempsey Proton mantém os dois carros e o quinto Porsche será da equipa Gulf Racing.
A Ferrari será representada com dois carros da AF Corse, um da Red River Sport e outro da MR Racing. Do lado da Aston Martin a TF Sports manterá um carro e a Aston Martin Racing terá um carro com Paul Dalla Lana, que pela primeira vez em muitos anos não terá Mathias Lauda e Pedro Lamy como companheiros. Foi com alguma surpresa que os dois não apareceram na lista de inscritos e é uma pena ver Lamy ficar de fora do WEC. Ainda não é certo quais os projetos que o português terá pela frente, mas na última entrevista dada ao AutoSport, embora admitisse que a sua carreira se encaminhava para o fim, ainda mostrou vontade de continuar a competir.
Temos, apesar das limitações e do período difícil que o campeonato vive, motivos para olhar a competição com atenção. Será interessante ver se os privados conseguem de facto ameaçar a Toyota e especialmente se a Ginetta se conseguirá apresentar um bom nível (os primeiros indicadores no Prólogo foram interessantes). Os LMP2 são claramente a classe a ter em conta, com muita qualidade, e serão eles a animar as corridas. Os LMGTE Pro têm potencial para animar os fãs, que certamente irão sentir falta de mais máquinas, e nos Am há matéria prima para boas corridas.











