O WEC e a Fórmula E têm vários pilotos em comum. No total foram dez os pilotos que participaram em pelo menos uma corrida de Fórmula E e do WEC nesta época.
Mas o calendário da Fórmula E, anunciado há poucos dias, tem três sobreposições com o calendário do WEC. E se já se começa a ver a aposta mais séria na Fórmula E em detrimento do WEC, esta situação poderá impedir que os pilotos corram nas duas séries, como é o caso de António Félix da Costa. E com a Fórmula E cada vez mais forte, quem fica a “perder” é o WEC.
Jean Todt, presidente da FIA já pediu para que se tente encontrar uma solução para esta situação:
“Para dizer a verdade, tenho outras coisas para fazer na minha agenda do que olhar cuidadosamente para os calendários. Percebi quando o calendário foi proposto que há algumas sobreposições. Fiz uma comissão, onde as pessoas deviam sentar-se e trabalhar em conjunto. Se temos uma comissão e as pessoas não se encontram, lamento.”
“Provavelmente há alguns desentendimentos e algumas dificuldades com os calendários. É algo que eu tenho expressado com muita frequência. Temos 52 fins de semana no ano e infelizmente, há algumas datas sobrepostas entre alguns eventos e alguns campeonatos.”
“Claramente, sabemos que há interesse em certos pilotos em participar em ambas as competições. Então agora, à luz do que aconteceu, já pedi ao meu pessoal para ver se algumas soluções poderiam ser encontradas. Devo dizer que não é fácil – porque cada campeonato tem suas próprias necessidades e problemas para resolver. Mas se for algo que possamos melhorar, faremos isso. É tudo o que posso dizer.”
Confrontado com a possibilidade de mudanças no calendário 2019/20 FE, Todt disse que tal poderia acontecer, se for possivel. E mostrou desagrado pela comissão responsável pelos calendários não se ter reunido:
“Sinto-me um pouco insatisfeito por esta comissão não se ter reunido para tentar resolver o problema antes. Mas nunca é tarde demais para tentar.”










