Jacques Villeneuve tem uma larga experiência de competição e sabe como funciona o mundo do desporto motorizado. O campeão de F1 admitiu que já foi abordado por alguns pais que estavam a tentar encontrar o melhor rumo para os filhos que queriam ser pilotos de competição. O conselho do canadiano foi claro:
“Antigamente, os pais vinham até mim e perguntavam: ‘O meu filho quer competir, o que devo fazer?'”
“Diga-lhe para fazer outra coisa.!” Respondeu o canadiano.”E agora as crianças nem sonham mais. Para muitos, seu futuro está na melhor das hipóteses na Porsche Cup, porque eles não têm a capacidade financeira para mais, então eles não conseguem sequer sonhar com mais. No passado precisava-se de talento, e o dinheiro era uma boa adição. Agora é preciso dinheiro – e talento, se tiver, é um óptimo bónus.”
Há uma certa razão no ponto de vista de Villeneuve. Cada vez mais o factor financeiro tem um peso maior. O caso Lance Stroll é sintomático da realidade actual. O jovem mostrou algum potencial, mas ainda não se conseguiu afirmar a 100% no entanto tem uma carreira na F1 praticamente garantida graças ao apoio financeiro do pai. Quantos jovens ficaram pelo caminho sem essa hipótese? Portugal tem vários pilotos que não chegaram à F1 apenas por causa da falta de financiamento. E hoje em dia a situação piorou, pois muitos jovens talentosos que competiam nos nacionais nem sequer correm por falta de apoios. Este é talvez um dos maiores problemas do desporto motorizado que deve ser resolvido. O talento não pode ficar refém dos interesses económicos… até porque a longo prazo um bom piloto trará sempre mais retorno que um mediano.











