Muito se tem falado nos do facto do Promotor do WRC pretender incluir mais provas de ‘longa distância’ no calendário, tirando provas da Europa. Fala-se de uns e doutros, e mais ano, menos ano, a conversa pode passar também a incluir o Rali de Portugal. É quase inevitável, que, pelo menos, o assunto venha à baila, e por isso, e ao contrário do que muitos adeptos já sentenciam nas redes sociais – alguns deles já atiraram a toalha ao chão e nem sequer ponderam ir à luta – eu tenho uma ideia bem diferente.
Temos um ‘produto’, o Rali de Portugal, que é adorado por todos, quase sem exceção, a nossa organização é de primeira água, a beleza da prova é fantástica, a história da grande maioria dos troços que os pilotos atuais ‘pisam’ é de exceção, o espetáculo que é oferecido pelo público, é absolutamente sensacional, pelo que, a meu ver, o que temos de fazer é aproveitar mais esta oportunidade para mostrar ao mundo que o WRC precisa do Rali de Portugal.
Quem decide se continuamos ou não a ter prova por muitos e bons anos, tem de sentir algo do estilo: “Mas como posso tirar uma prova destas do calendário?” Para além do espetáculo do público, tudo o resto, está garantido, um leque excecional de pilotos e máquinas, grandes troços, o regresso da zona centro ao Rali de Portugal. E nem sequer falta Sébastien Loeb, ele que vai finalmente saber o que é Arganil. Mostrem-lhe o que já viram ‘monstros’ como Alen, Rohrl,
Blomqvist, Vatanen, Mikkola, Kankkunen, Biasion, Sainz, McRae, Makinen, Gronholm, etc…












