Kimi Raikkonen irá fazer no Mónaco o seu 300º GP de F1. Um número simbólico que atinge numa das corridas mais importantes do ano.
Raikkonen é um dos pilotos mais acarinhados pelo público com uma legião de fãs. A sua postura indiferente nas conferências de imprensa e as famosas comunicações rádio fazem dele um dos pilotos que mais dá que falar… embora ele próprio fale pouco. Por vezes essa postura ultrapassa certos limites e torna-se desagradável, mas o politicamente correcto não é algo que incomode Kimi.
Como seria de esperar, a chegada ao GP 300 não interessa muito ao finlandês: “Todos falam da minha 300ª corrida, mas estou mais interessado no nosso desempenho”.
Mas na verdade a chegada ao 300º é um pouco mais importante do que Kimi diz pois permite reflectir no números de um dos pilotos que marcou uma geração. Nas 17 época que passou na F1 conquistou 21 vitórias, 18 poles, 103 pódios, tendo representado cinco construtores (Ferrari, McLaren, Lotus, Sauber e Alfa Romeo).
Pelo meio ainda teve tempo de experimentar as sensações do NASCAR e dos ralis. Talvez seja este gosto genuíno pela velocidade e pela competição, sem ligar à fama ou aos media, que o torna diferente. Kimi não se importou de se mudar da Ferrari, para a Alfa Romeo, o que para alguns seria motivo suficiente para meter os papeis da reforma. Kimi quer competir independentemente da equipa. Quer sentir as emoções das corridas.
Já não é o Iceman de outros tempos, mas tem ainda alguns truques na manga que certamente irão continuar a dar muito jeito à Alfa. E em quanto tivermos o Kimi na F1, poderemos sempre ouvir algumas das suas pérolas, que não são nada mais do Kimi a ser Kimi.












