Apesar de ter o mesmo nome da competição tentada em 2017, o TCR Ibérico é fundamentalmente diferente. Da responsabilidade do promotor do TCR Europe, Paulo Ferreira, juntamente com a equipa que trabalha na organização do TCR Europe, esta nova competição ibérica tem como objetivo continuar a aposta nestas máquinas, num formato Sprint.
“É uma competição que há muito é desejada pelos responsáveis do TCR” disse Paulo Ferreira. “Houve uma tentativa de tornar essa ideia em realidade no passado, mas não correu da melhor maneira pelo que o TCR resolveu investir diretamente nesta competição. Criamos uma competição do zero, com provas Sprint, num campeonato que será promovido pelo TCR nos próximos anos.”
O promotor da prova está satisfeito com a recetividade da nova competição e olha com otimismo e ambição para o futuro:
“A recetividade inicial tem sido agradável, por parte dos novos clientes que temos tentado angariar e estou convencido que até ao final do ano, o TCR Ibérico irá crescer. Teremos dois pilotos estrangeiros que irão aparecer já na primeira ronda no Estoril, espero que tenhamos mais durante o ano. A Corrida de Barcelona com o TCR Europe irá ajudar a essa promoção e espero que na última prova do ano em Portimão possamos celebrar um grande sucesso.”
Apesar de na entrevista não ter revelado os inscritos, Paulo Ferreira estava satisfeito com o número de participantes que foi conseguido:
“Só posso estar satisfeito com o número de inscritos. Em Portugal existem oito carros TCR. Do lado espanhol existem 23 carros, dois quais sete são com caixa sequencial e os restantes com caixa DSG. À hora a que esta entrevista decorre, teremos entre oito e nove carros em pista no Estoril. Se temos este número de carros em pista significa que temos praticamente 90% dos carros existentes em Portugal em pista, tendo em conta que temos dois pilotos vindos de fora. Não posso considerar que isto seja um insucesso. Dos oito existentes, provavelmente iremos ter sete, por isso sinto que para já estamos a ser bem-sucedidos. Agora temos de continuar a trabalhar para angariar os clientes do lado espanhol. Apesar de em Espanha existir já um mercado TCR, esse mercado está voltado para as corridas de endurance e o TCR Ibérico quer ocupar o seu espaço nas corridas de Sprint. É aqui que queremos investir e é neste formato que apostamos e trabalhamos.”










