Os novos regulamentos para 2020, com os chamados “hipercarros” a serem a nova aposta para a resistência mundial, receberam algumas alterações.
As propostas feitas pelos organizadores do WEC não tiveram uma recepção calorosa. O conceito “hipercarro”, numa tentativa de ter em pista máquinas com características mais vincadas de cada marca, a um custo mais acessível foi recebido de forma morna… fria até. As marcas não mostraram grande entusiasmo nem anunciaram o seu comprometimento. Talvez por isso os organizadores tenham cedido e alargado o conceito de hipercarro.
Assim, ao invés de termos protótipos que teriam características bem vincadas de cada marca, poderemos ter em pista também adaptações de versões de estrada. Ou seja, modelos como o Aston Martin Valkyrie, o McLaren Senna, o Ferrari La Ferrari, carros de série, embora com prestações fantásticas, poderão passar a ser vistos nas grelhas das provas de endurance, com adaptações para a competição.
Ainda não são conhecidos os pormenores, mas é provável que sejam anunciados na ronda de Sebring do WEC, e que além das alterações a nível técnico, haja também alterações a nível de orçamentos, pois o tecto de 25 milhões estabelecido era considerado ainda muito alto. Esta mudanças são assumidamente feitas para atrair mais marcas.
Estas mudanças vão um pouco contra a filosofia de Le Mans, onde os protótipos reinavam. Mas a falta de interesse obrigou a que fossem tomadas medidas mais drásticas. Se tivermos mais marcas interessadas e o espectáculo final seja de qualidade, talvez se consiga esquecer este “pormenor”, mas a verdade é que se está a optar por uma via que se queria evitar há alguns tempos. Será preciso esperar por mais pormenores para entender o caminho que se quer percorrer agora.










