No final dos testes, falámos com Mario Isola (Pirelli), que fez um curto balanço dos testes.
A Pirelli está satisfeita com os testes?
“Tivemos oito dias produtivos de testes, com as equipas a acumularem muitas voltas, em condições geralmente boas, embora – como esperado nesta altura do ano – sem atingir as temperaturas que prevemos durante a época. Considerando isto, estamos satisfeitos, pois todos os cinco compostos estão a funcionar como planeado, apesar de o composto mais suave não seja adequado para Barcelona…”
Surpreendeu-o, o andamento dos carros?
Como de costume, durante a segunda semana de testes, as equipas recolheram amostras de uma gama mais vasta de compostos e visaram o desempenho, já como preparação para a Austrália, mas o que talvez seja mais surpreendente é o ritmo dos carros neste momento da época, pois já estão a rodar mais depressa do que no teste do ano passado, apesar de serem 10 Kg mais pesados.
Notaram algum desgaste preocupante nos pneus?
Experimentámos um pouco de granulação em temperaturas mais frias, mas que devem desaparecer com tempo mais quente. E não tivemos bolhas. Mas de qualquer forma é difícil obter uma leitura precisa sobre a degradação nestas condições.
Já têm mais informação relativa às diferenças entre compostos?
De momento, vemos uma diferença de cerca de 0,6 a 0,7 segundos entre cada um dos compostos vistos em pista em Barcelona, mas isso deverá agora traduzir-se na nossa meta de cerca de 0,9 segundos, em circuitos mais longos e com temperaturas mais quentes. Quanto mais quente, maior a diferença.










