Há muito que a questão anda no ar mas na entrevista que fizemos a Oliver Ciesla, Diretor Geral do Promotor do WRC, publicada na edição desta semana do jornal AutoSport, não deixa qualquer tipo de dúvidas: Há ralis europeus que terão de sair a breves, médio prazo, para dar lugar a provas ‘intercontinentais’ ou mesmo, para serem substituídos por outros ralis europeus. Se esta situação, troca por troca na Europa, é bem menos provável, embora possível, Croácia e Polónia são as duas provas em lista de espera, já os ralis ‘intercontinentais’ que ficarem prontos para entrar, vão desalojar provas europeias.
A FIA não vai conseguir impor mais do que 15 (no máximo dos máximos) provas, e se assim for, em 2020, pelo menos um rali europeu sai para dar lugar ao Japão. Rali Safari é a prova que se segue. Depois, talvez pare por aí durante uns tempos, mas nada é garantido:
“Se a estratégia da FIA em expandir o calendário fora da Europa continuar, e se a seguir ao Chile, introduzirmos eventos no Japão e no Quénia, e por fim, se as equipas disserem que não podem fazer mais de 14 eventos, é claro que temos que considerar perder um ou dois eventos europeus.
Penso que o campeonato não vai sofrer com isso, não devemos ter medo. É apenas uma evolução. As coisas podem mudar nos países.
Não preciso de mencionar nomes, mas se um país não tiver pilotos no top 5, as maiores emissoras de TV perdem interesse. Os adeptos deixam de assistir. A imprensa escrita generalista não segue tanto as provas.
Então eu acho que é justo dizer que esses mercados são para nós um fim de semana perdido, quando ao mesmo tempo eu teria a oportunidade de tocar terrenos muito mais frutíferos noutras regiões. Esta é apenas uma evolução normal.
Lembre-se de que se não realizar um evento do WRC durante três, quatro ou cinco anos, isso não significa que nunca mais volte.
O WRC também sobreviveu quando o Rali de Monte Carlo esteve no IRC durante alguns anos, e aqui estamos nós. Não devemos ter medo. Temos todo o respeito pelo facto de todos os organizadores fazerem enormes esforços para lidar com este desporto tão complicado como este e com muitos deles, nos últimos anos, todos os seus esforços contribuíram para ajudar a colocar o WRC onde está hoje”, disse Oliver Ciesla.
Martin Holmes










