Com a criação do WTCR, que ficou a cargo da Eurosport Events, a WSC deixou de ter o TCR International, mas ficou com o recém-criado TCR Europe. A competição foi um sucesso, contou com grelhas cheias, corridas emocionantes e renhidas, às vezes com alguma virilidade a mais, e um vencedor final decidido na última ronda. Nomes como Josh Files, Jean-Karl Vernay, Dusan Borkovic, Dani Nagy e Stefano Comini estavam numa grelha que contou com dois talentos portugueses, Francisco Mora e Francisco Abreu.
Mas no meio de um pelotão tão equilibrado foi Mikel Azcona a brilhar. O espanhol fez da regularidade o seu maior trunfo e mostrou que o Cupra TCR, apesar de já com alguma idade, ainda tem argumentos para se bater com as novas máquinas que agora surgem. Azcona começou de forma discreta, mas cedo chegou aos lugares cimeiros. Teve de lutar com grandes nomes, com muita experiência, mas não cedeu à pressão da última ronda, em Barcelona. Haveria melhor sítio para Azcona festejar o título? Uma vitória 100% espanhola, com o agora denominado Cupra TCR do espanhol a ser a montada certa para a estratégia do jovem piloto. Inteligência, maturidade e regularidade, uma mistura rara num jovem de 22 anos.
Quanto à Seat, foi das primeiras a olhar para o TCR como uma categoria de futuro, já com larga experiência nas suas competições monomarca, e agora continua pioneira com o desenvolvimento de um TCR 100%. O sucesso do Cupra TCR, um dos carros presentes em maior número neste tipo de competição, também não é um acaso, e o futuro parece risonho para a marca espanhola.












