Tal como muitas vezes sucedeu noutras situações as novas regras da Fórmula 1 previstas para 2021 podem redundar num ‘fracasso’, já que como sempre, cada ‘parte’ puxa a brasa à sardinha e de compromisso em compromisso, o mais certo que que se chegue a algo que não vai agradar a gregos nem a troianos. Historicamente, tem sido quase sempre assim…
Foi prometida uma grande revolução, desde que a conversa se iniciou, daí para cá se tem ouvido falar de ‘downgrades’, tal como sucedeu nas unidades motrizes, que vão ficar, basicamente na mesma. Já se ficou a saber que não vai haver novos construtores (essa é a razão principal), e nesse contexto não fazia sentido alterar muita coisa, porque isso significaria gastar mais dinheiro, contudo a FIA pretende obrigar os quatro construtores de motores existentes a partilhar alguns componentes e tecnologia, de modo a facilitar a entrada de um qualquer novo fabricante.
Outra questão é a aerodinâmica. Para facilitar as ultrapassagens os Grupos de Trabalho da F1 andam numa espécie de tentativa e erro. São os melhores engenheiros desportivos do mundo e não se conseguem juntar para resolver essa questão? Só se não lhes interessar, como bem sabemos…
Menos apoio aerodinâmico, mais apoio aerodinâmico, asas mais pequenas, retiram-se pequenas asas, ajustam-se flancos do carro, ou seja, anda-se para trás e para a frente e os resultados não melhoram. Basicamente, têm efeitos mínimos para uma questão que precisava de uma revolução. É necessário ser radical. E de acordo com o que se sabe até aqui, pouco ou nada se tem falado da questão aerodinâmica.
Muito provavelmente o próximo ano vai dar-nos uma boa ideia do que se pode esperar para 2021, com a entrada das novas regras aerodinâmicas, centradas na dianteira dos monolugares. As discussões do próximo ano são muito importantes a este nível…











