A temporada de 2018 da Fórmula 1 teve uma forte distinção entre as três equipas mais fortes — Mercedes, Ferrari e Red Bull — e as restantes, estando a Williams num ‘mundo à parte’. Em 63 posições de pódio, em 2018, 62 foram para pilotos das três principais equipas, sendo a outra para Sergio Pérez, piloto da Force India, que terminou em terceiro no Grande Prémio do Azerbaijão. O piloto mexicano deu uma entrevista ao site brasileiro Grande Prêmio, onde falou sobre esta desigualdade.
“Acho que a F1 está em risco. Corremos o risco de perder muitos fãs, muitos adeptos, muitos pilotos também. Tenho oito anos de F1, estou quase com dez anos na categoria, e há muitos outros pilotos no mesmo conjunto, grandes pilotos com muito talento, que podem pilotar um Mercedes para ganhar o título, para ganhar uma corrida. Isto é o que precisa mudar com urgência na F1 para que não percamos grandes pilotos, nem os fãs que nós temos. Sim, o teto orçamental é a parte mais importante. A F1 não pode sobreviver por muitos anos assim. No GP do México, o sexto lugar ficou duas voltas atrás. Isto é algo que não se pode permitir, é preciso mudanças drásticas na F1. Tem de ser um desporto mais competitivo e que o melhor vença. A melhor equipa, o melhor piloto, acho que isso vai melhorar muito a F1”, disse o piloto.









