A G-Drive, de Andrea Pizzitola, Jean-Eric Vergne e Roman Rusinov soma e segue, asseguraram nas 4 Horas de Silverstone a sua terceira vitória consecutiva, e com isso destacaram-se no campeonato. O domínio foi grande, os homens do LMP2 laranja a darem uma volta de avanço a toda a concorrência, com o Oreca 07 – Gibson #21 da DragonSpeed a terminar na segunda posição. Henrique Chaves terminou na oitava posição mas o LMP2 de Filipe Albuquerque ficou pelo caminho. 8.330s segundos mais atrás e a fechar o pódio ficou o Oreca 07 – Gibson #39 da Graff de A. Cougnaud, J. Hirschi e T. Gommendy.
Contudo, Rusinov assumiu apenas a liderança da corrida à passagem da segunda hora, antes de passar o carro para Pizzitola, com o francês a manter a vantagem antes de Vergne assumir o controlo do carro à passagem da terceira hora. O Campeão da Fórmula E ampliou ainda mais a diferença, colocando-a em mais de uma volta e assim foi até à bandeira de xadrez.
Em segundo lugar ficou o Oreca #21 da DragonSpeed, de Nicolas Lapierre, Ben Hanley e Henrik Hedman, com Lapierre a realizar um excelente stint, pegando no carro bem fora dos lugares pódio, fazendo uma série de ultrapassagens, até ao terceira lugar, onde ficaria se Paul Lafargue não tivesse necessidade de levar o seu Oreca #28 da IDEC Sport a um reabastecimento rápido a menos de 10 minutos do fim da corrida. Norman Nato esteve em boa posição para terminar em segundo, com o Oreca #24 da Racing Engineering, mas o ex-piloto da Fórmula 2 saiu de pista a meia hora do fim da corrida. Este incidente ‘ofereceu’ à G-Drive Racing uma enorme vantagem de 34 pontos sobre a Racing Engineering, isto quando ficam a faltar apenas as rondas de Spa e do Algarve.
Quanto aos portugueses, o oitavo lugar final não espelha bem a boa prestação de Henrique Chaves ao volante do Dallara P217 Gibson LMP2 da AVF. O piloto português arrancou da 14ª posição da grelha depois de lhe ter sido retirada a volta mais rápida na qualificação por, alegadamente, ter excedido os limites de pista. Ciente do trabalho que tinha pela frente, encetou desde a partida uma recuperação notável que o levou até ao terceiro lugar, altura em que entregou o volante ao seu companheiro de equipa, Konstantin Tereschenko, que a apenas trinta minutos do final da corrida viu partir-se a asa traseira. O piloto teve que ir às boxes, perdendo cerca de um minuto e caindo de terceiro para oitavo, onde terminou.
Quanto a Filipe Albuquerque, depois de uma qualificação complicada, o piloto português e o seu companheiro de equipa Phil Hanson no Ligier da United Autosports tiveram um mau início da prova, com Hanson a cair para a cauda do pelotão. Mas, se as coisas não estavam a correr bem, acabaram ainda pior: um pedaço de borracha accionou o extintor do carro e foi o fim da corrida.












