Um bate boca que promete continuar até novembro. A Red Bull não tem poupado nas críticas às unidades motrizes da Renault. As duas desistências sucessivas (Ricciardo na Alemanha e Verstappen na Hungria) não caíram nada bem nos responsáveis da equipa austríaca e o tom das críticas subiu mais um nível.
Em resposta, Cyril Abiteboul fez questão de lembrar que a culpa também está do lado da Red Bull e explicou:
“No Mónaco, mudamos para um MGU-K melhorado. Mas a Red Bull não usa este componente, porque afecta a forma como a unidade de energia é integrada no seu chassis. O novo MGU-K gere e contém as temperaturas de forma mais eficaz. Não houve problemas com nossos carros, mas não podemos forçar a Red Bull usar este MGU-K. É a decisão deles.”
Espera-se que esta troca de “mimos” continue nos próximos meses e poderá piorar se a Versão C da unidade francesa não chegar com brevidade, até porque se espera que os Red Bull tenham mais penalizações a caminho. Spa e Monza são as pistas que se seguem (as últimas em território europeu) e são provavelmente das mais exigentes nos motores. Se a Renault não conseguir colmatar a diferença de potências neste intervalo de tempo, as perdas para os motores Ferrari e Mercedes vão notar-se ainda mais.










