Stoffel Vandoorne pediu e a equipa aceitou. O belga terá direito a usar um chassis diferente do que tem usado ultimamente e que tem dado dores de cabeça extra, tanto ao piloto quanto à equipa.
As duas últimas provas mostraram um andamento muito diferente entre Alonso e Vandoorne, o que colocava o belga numa situação delicada. A diferença de rendimento entre os dois pilotos da McLaren tem sido óbvia, mas foi exacerbada por um problema no chassis que não foi identificado. Alonso explicou que o carro do colega estava a gerar menos apoio aerodinâmico, e nem as mudanças radicais feitas na prova alemã permitiram uma melhoria. Assim, a equipa trocou de chassis, até por não terem chegado a nenhuma conclusão relativamente aos possivel problema que estaria a causar a fraca performance, como explicou Vandoorne:
“Não é novo [o chassis], é um que já foi usado antes, mas isso não é um problema. Já vinha a pedir isso à equipa ultimamente. Nas duas últimas corridas, começamos a mudar muitas peças mas chegou um ponto em que fizemos tudo o que podíamos e que [o chassi] era uma dos últimas peças que restava. Não é fácil para a equipa fazer isso, especialmente quando estamos numa sucessão de corridas, mas eles conseguiram. Não há uma área específica em que possamos apontar especificamente o que causou estes problemas. Acho que amanhã faremos alguns testes nos carros para entender melhor. A equipa viu em Silverstone que havia algo estranho, mas era difícil dizer que se tratava de um problema relacionado ao chassi.”
O #2 espera poder ter um fim de semana sem problemas que têm dificultado sobremaneira a sua tarefa de igualar Alonso, que explicou que a equipa está já focada no carro de 2019:
“Estamos a trabalhar muito nas fraquezas do carro. Investimos três ou quatro TL1, trabalhando na aerodinâmica, e temos a noção que comprometamos um pouco o fim de semana e o desempenho na qualificação, mas recolhemos muitas informações nessas sextas . Estamos num ponto em que sabemos exactamente o que fazer. Existem algumas correcções para este ano, mas 70% do conhecimento será para o projecto do próximo ano, porque requer tempo – três ou quatro meses de desenvolvimento. Às vezes é bom ir a fundo nos problemas e no desempenho para entender o carro. Vejo um futuro muito mais brilhante , com todo o conhecimento ganho. Acho que temos uma direcção clara agora.”
O espanhol espera que este fim de semana seja um pouco mais positivo e a equipa irá testar algumas peças novas para dar alguma performance ao carro, o que não tem acontecido até agora:








