A Simtek foi uma das mais fugazes equipas que passaram pelo Campeonato do Mundo de F1. O seu nome ficou na História da modalidade quando a 30 de Abril de 1994, um dos seus pilotos, o austríaco Roland Ratzenberger, morreu em Imola, no mesmo fim-de-semana em que desapareceu Ayrton Senna, o Mágico.
Piloto em início de carreira na F1, Roland Ratzenberger tinha 33 anos e era bastante conhecido dos portugueses que, nessa altura, seguiam o percurso dos pilotos que tentavam fazer carreira “lá fora”, desde que, nos tempos da Fórmula Ford, foi colega de equipa – e de alojamento – de Pedro Leite faria. Mas voltando à Simtek, a equipa foi criada em 1993 por Nick Wirth e tinha o apoio do canal MTV. A sua estreia foi em 1994, com Ratzenberger e David Brabham.
Andrea Montermini substituiu o austríaco, quase morrendo em Espanha, ao treinar com 40 graus de febre. Depois, vieram Gounon, Domenico Schiattarella e Taki Inoue. Em 1995, foi a vez de Jos Verstappen mas, após cinco corridas, na cauda do pelotão, a MTV fartou-se e a Simtek fechou as portas.











Penso que o Ratzenberger foi colega de equipa e alojamento do António Simões, já que o Pedro Leite Faria surge alguns anos depois de ambos aqueles terem feito carreira na FF inglesa.
Já agora, teria sido simpático evocar o Roland Ratzenberger no dia 30 de Abril. Pode não ter sido um grande piloto, mas a vida dele vale tanto como a do Ayrton Senna.
A morte de Ratzenberger acabou por ser ofuscada pela morte do Senna. A dimensão de ambos era totalmente diferente, mas nos primeiros anos foi pior, o austríaco era totalmente esquecido. Nos últimos anos já tem sido lembrado, embora como um apêndice à morte de Senna. Acredito que seria mais lembrado se tivesse sido a única vítima desse fim de semana… ou teria sido completamente esquecido.