O contrato entre a F1 e o circuito de Hockenheim está no seu último ano de vigência e os responsáveis pelo traçado alemão não querem fechar as portas à F1, mas pretendem condições mais vantajosas para continuar a receber o grande circo, pois não querem continuar a perder dinheiro com a F1.
O diretor de marketing, Jorn Teske, afirmou o seguinte:
“Pretendemos receber um GP no futuro, mas o ponto-chave é que não podemos continuar sob as condições actuais. Gostaríamos de ter um contrato que nos livrasse dos riscos e isso é um ponto essencial. Não nos referimos ao pagamento da taxa para receber o GP, mas sim de um novo contrato em que não temos mais riscos. Temos um circuito que não recebe nenhum apoio financeiro de ninguém, nem do estado, nem da região, nem de empresas Tivemos algumas perdas no passado. Tivemos um contrato de 10 anos e cumprimos esse contrato, mesmo tendo alguns anos melhores e alguns piores. Não podemos continuar da mesma maneira.”
Teske explicou o que a administração do circuito pretende:
“Não se trata do que pagamos para receber o GP. Esta não é a nossa questão, mas achamos que devemos reestruturar o modelo de negócios. Isso poderia passar por alugar a pista à F1 ou à um promotor, ou então uma divisão das receitas e dos custos. Apresentamos nossas ideias, apresentamos os números, muito transparentes, muito claros e agora eles têm que pensar sobre isso. Eles ficam com o dinheiro? Então saímos.”
Este tipo de discurso vai com certeza aumentar ao longo do próximos meses depois de ter vindo a publico que o GP de Miami teria um acordo diferente, com divisão de riscos e sem necessidade de pagar para receber a F1. Tendo em conta o tipo de acordos que foram feitas no reinado de Ecclestone , não será surpreendente que outras pistas usem este discurso nas negociações de futuros eventos.









