Kevin Magnussen foi novamente um dos actores principais e não pelos melhores motivos. No parte final do GP do Azerbaijão, o piloto da Haas fez uma manobra arriscada para defender-se do ataque de Pierre Gasly, um incidente que poderia ter proporções muito mais sérias.
O francês confrontou Magnussen no final da prova e afirmou depois que o dinamarquês era o piloto mais perigoso com quem já tinha corrido. Magnussen perdeu dois pontos da sua Super-Licença mas nem isso parece fazer mudar seua postura ultra-agressiva.
“O meu estilo é agressivo “, disse à Reuters.” Numa situação como esta, com uma equipa de meio de tabela, marcar pontos não é garantido. E às vezes não há nada a perder. Posso receber uma penalização, ou perder uma asa da frente, mas não ganho nada se for 11º. Às vezes é preciso ser muito mais agressivo para conseguir o que queremos em pista.”
Magnussen foi mais longe e afirmou que se tiver de morrer em pista que não terá problemas em fazê-lo:
“Se estás a lutar pelo campeonato, tens que pensar a longo prazo. Tens de mudar a tua abordagem. Se eu estivesse na luta pelo campeonato, não pilotaria da mesma forma que faço agora. Mas vou dar sempre tudo. Eu vou morrer no carro. Eu colocaria minha vida em jogo se necessário. Quando coloco o capacete não há mais nada. Eu amo minha família e há muitas coisas na vida que eu gosto, mas quando estou no carro não há mais nada de importante.”
Não é uma postura que se possa elogiar. É sempre louvável ter um piloto que se dedica a 100% à sua paixão e que dá tudo em pista, mas ultrapassar a linha da sensatez é perigoso. O toque com Gasly podia ter tido consequências muito graves e, se dar tudo em pista pode ser algo de positivo, colocar em jogo a segurança dos adversários não o é. O desporto motorizado está recheado de perigos e quem compete sabe o que está em jogo, mas não é necessário que este tipo de comportamento seja adoptado. É um discurso que não beneficia o piloto.








