Daniel Grataloup, Coordenador Desportivo da Citroën Racing recorda os 30 difíceis segundos que a equipa viveu o ano passado, quando Kris Meeke chegou ao último troço com mais de 30 segundos de avanço e saiu de estrada. Todos vimos o vídeo, todos vimos o susto que a equipa apanhou, mas agora vamos ficar a conhecer um exemplo de como se viveram esses momentos: “Lembro-me da última especial particularmente agitada do Kris em 2017: há, muitas vezes, uma pequena diferença entre as imagens da televisão e a realidade das coisas, pelo que prefiro seguir a ação com os olhos colocados nos ecrãs do ‘tracking’ e dos tempos. Mas eis que, de repente, ouço a equipa ao meu redor lançar-se num grito e a primeira imagem que eu vejo é a câmara exterior do carro encher-se de pó, como se o carro tivesse capotado. Por momentos pensei que tudo tinha acabado, mas logo de seguida vejo o Kris a tentar encontrar um caminho por entre os carros daquele parque de estacionamento público, para depois ser dominado por um sentimento totalmente oposto, de autêntico deslumbre quando, finalmente, o vejo conseguir atingir o final do troço, com tempo ainda suficiente para garantir a vitória! Foi uma montanha russa de emoções, tendo também ficado com lágrimas nos olhos, especialmente pelo modo como este sucesso nos era oportuno face a um início de temporada difícil. Devo dizer que sou um coração mole, mas de qualquer modo o Kris foi o piloto que, decerto, me proporcionou as emoções mais intensas desta minha segunda temporada, isto depois de também me ter feito chorar aquando da sua vitória na Finlândia, em 2016.”








