O piloto paraguaio Diego Domínguez assumiu o comando da categoria WRC2 no final de uma extenuante e caótica primeira etapa do Rali do Paraguai. Beneficiando de uma gestão exemplar nas exigentes estradas de terra vermelha em redor de Encarnación, Domínguez fechou o dia com uma confortável vantagem de 39,4 segundos sobre Gus Greensmith e garantiu ainda uma impressionante sexta posição na classificação geral absoluta.
Apesar de não ter escapado totalmente aos incidentes que ditaram a lei ao longo do dia — tendo sofrido um furo na roda dianteira esquerda já na parte final da segunda passagem por Nueva Alborada —, Domínguez viu a sua margem sobre a concorrência aumentar progressivamente para 31,6 segundos e, mais tarde, para os 39,4 segundos registados no final da etapa. «Tem sido o meu sonho desde o ano passado», confessou no final da super especial do Autódromo Alfredo Scheid. «É realmente inacreditável. Nós apenas desfrutamos. Nunca parem de desfrutar, continuem a guiar», acrescentou.

A prudência de Greensmith em dia difícil
A ocupar o segundo posto da tabela encontra-se Gus Greensmith. O britânico adotou uma postura calculista perante um traçado marcado por constantes delaminações de pneus e níveis de aderência altamente voláteis, tendo ele próprio gerido até à meta uma delaminação num dos pneus traseiros na longa classificativa de Yerbatera. «Foi um dia complicado», admitiu Greensmith. «Houve muitos problemas para muita gente. Amanhã será um dia longo e a chuva vai fazer toda a diferença».

Marco Bulacia e Romet Jürgenson no top quatro
As posições imediatas do pódio e do top quatro ficaram entregues a Marco Bulacia, que encerrou o dia na terceira posição a 1 minuto e 25,4 segundos do líder, e a Romet Jürgenson, quarto classificado a mais 35,5 segundos.
Apenas 2,9 segundos atrás de Jürgenson posicionou-se o também ídolo local Fau Zaldivar, na quinta posição. Depois de um furo matinal e de dificuldades iniciais de ritmo, Zaldivar assinou o melhor registo entre os carros da categoria Rally2 na segunda passagem por Yerbatera. «Sobrevivemos ao dia», afirmou. «Perdemos talvez todas as possibilidades de lutar por algo mais, mas conseguimos terminar. Precisamos de limpar a cabeça hoje e recomeçar amanhã».
A fechar o grupo dos sete primeiros ficaram Alejandro Galanti — assegurando três pilotos paraguaios no top seis — e Taylor Gill, a 2 minutos e 24,1 segundos da frente.

O dissabor de Robert Virves e as incidências da Lancia
Para vários dos principais favoritos à vitória na categoria, a jornada inaugural revelou-se impiedosa. As aspirações do líder do campeonato, Robert Virves, sofreram um revés imediato ao sofrer um despiste no mesmo local que Takamoto Katsuta logo na especial inaugural de Cambyreta. Embora tenha conseguido regressar à prova mais tarde, a luta por um quinto triunfo consecutivo no WRC2 ficou severamente comprometida.
No mesmo troço, Alejandro Cachón capotou o seu Toyota GR Yaris Rally2. Por sua vez, a equipa da Lancia enfrentou um dia para esquecer, com Yohan Rossel obrigado a paragens para substituir rodas tanto em Yerbatera 1 como em Cambyreta 2, e Nikolay Gryazin a cumprir grande parte do percurso privado de travão de mão.
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