Se conseguirmos atirar para trás das costas o facto dos novos Fórmula 1 terem ficado horríveis com o Halo, e nos centrarmos somente nas lutas que se preconizam para a frente dos Grandes Prémios, somos bem capazes de ter muito para nos entreter este ano. Depois de três anos de era turbo híbrida em que a Mercedes pôs e dispôs a seu bel prazer do campeonato, todos concordam que o ano passado as coisas foram bem diferentes, pelo menos até a Ferrari se auto-destruir.
A luta que a Ferrari deu o ano passado à Mercedes foi muito boa, e se o campeonato tivesse terminado, por exemplo, em Itália, todos estaríamos aqui a colocar nos píncaros uma competição, em que Lewis Hamilton teria chegado à última prova a sete pontos do seu adversário, batendo-o, e vencendo o campeonato por três pontos. Era o que o campeonato ‘dizia’ quando terminou o GP de Itália.
Só que depois veio Singapura e nas corridas restantes, Vettel e a Ferrari cederam 43 pontos a Hamilton. Diferença enganadora por um lado, factual por outro, pois a verdade é que os erros contam, e muito, nas decisões dos campeonatos. E foram demasiados os que Vettel e a Ferrari cometeram…
Mas a competitividade esteve lá, a Red Bull também cresceu bastante na fase final da época (Max Verstappen fez os mesmos pontos que Hamilton nos seus últimos seis Grandes Prémios) e tudo isto diz-nos que este ano pode perfeitamente ser um prolongamento de 2017. Só que, estamos a ser muito otimistas e a ‘querer’ a Ferrari da primeira metade do campeonato, a Red Bull da segunda, e já agora, a Renault e a McLaren ali bem perto.
Tal como já escrevemos há algum tempo a Renault vai ter importância capital neste ano de 2018 na F1, pois se ‘permitir’ à Red Bull dar outro tipo de luta à Mercedes e à Ferrari, fazer crescer a sua equipa oficial, abrindo pelo meio caminho à McLaren para se juntar novamente às lutas na frente, nesse contexto teríamos um campeonato de sonho, mas vamos ter que esperar mais algum tempo para perceber as tendências, e para já o que vimos foi novamente uma Mercedes mais forte que as outras, e um Lewis Hamilton que provou porque é que ganhou três dos últimos quatro campeonatos. E ainda só se fizeram três (reais) dias de testes…
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