Quando amanhã a Williams apresentar o novo monolugar, será a primeira a fazê-lo com o novo e polémico Halo. Depois do ano passado os Fórmula 1 terem ficado, no mínimo, bem mais ‘sensuais’ – largos, agressivos, parecendo em movimento mesmo quando parados – em 2018 o ‘mal-amado Halo’ vai contra essa corrente, desagradando à maioria pelo seu aspeto. Contudo, este dispositivo apresenta um novo desafio para as equipas, assim como algumas oportunidades, e quem já assistiu, revelou que os testes feito à ‘peça’ são “assustadores”. Feitos para proteger, e pelos vistos, aguentam muito. James Allison, diretor técnico da Mercedes, diz que o Halo aguenta um autocarro de dois andares em cima…
A FIA acabou por ficar refém de si mesma a partir do momento que começou a testar o “Halo” ainda de 2016 durante treinos-livres de sexta-feira, uma vez que, caso ocorresse um acidente grave em que este dispositivo pudesse diminuir ou evitar lesões do piloto ou pilotos envolvidos, entidade federativa ficaria em maus lençóis legais.
Quando, num último esforço, o ‘Shield’ – um para-brisas testado por Sebastian Vettel no Grande Prémio da Grã-Bretanha – mostrou estar ainda muito “verde” para ser introduzido em 2018, Jean Todt e os seus homens nada podiam fazer para além de obrigar o uso do “Halo” na próxima temporada.
Rapidamente se verificou um clamor contra a introdução “Halo”, uma vez que, segundo alguns, desvirtua as corridas de monolugares, que sempre se disputaram com carros de cockpit aberto, para além de ser um apêndice inestético que rouba dinâmica ao aspecto dos automóveis de Fórmula 1.
Contudo, a segurança está desde há bastante tempo, sobretudo desde meados dos anos oitenta, no centro das preocupações da FIA e as tradições, de acordo com a entidade federativa, têm que se dobrar perante questões que ajudem a manter a integridade física de todos os intervenientes nas corridas.
No campo da estética, sempre muito discutível, os exemplares experimentados pelas equipas ao longo de 2017 não eram mais que apêndices sem qualquer integração nos chassis, o que não ajuda a que se possa ter uma ideia clara sobre o seu verdadeiro impacto.
Charlie Whiting, contudo, está convicto que os carros desta temporada, mesmo com o famigerado ‘Halo’, serão atraentes. “As equipas ainda não exploraram todas as possibilidades para o tornar mais apelativo aos olhos. Aparecerão com designs diferentes, portanto, não julgo que será tão mau como pensam. Até agora vimos apenas designs simples. Quando a Williams rodou com um branco, a mesma cor do carro, ficou com muito melhor aspeto. Acredito que os adeptos se habituarão”, afirmou o responsável máximo pelo departamento técnico da Fórmula 1 e pela segurança. A partir de amanhã logo se vê…












