Sébastien Ogier venceu pela sexta vez o Monte Carlo e já só está a um triunfo de Sébastien Loeb, que soma sete. Mais uma vez, as opiniões variam. Destreza ou sorte? Certamente a sorte esteve do lado de Ogier, uma vez mais. O seu primeiro pião, no Sisteron foi um bónus de boa sorte, num rali em que o mais pequeno dos erros pode ser desastroso. Quando deixou deslizar o carro para um buraco no segundo dia, por sorte num local em que havia muitos espetadores, que o ajudaram rapidamente, teve sorte. Por vezes os seus erros têm finais felizes, e muitas vezes Ogier está no sítio certo à hora certa. Por outro lado, depois de dois dias de rali como o primeiro na estrada, veio a neve, e a ordem de partida para os troços mudou, com Ogier a ficar numa posição desvantajosa. Quando se chegou ao terceiro dia, o grande talento de Ogier sobressaiu, pois o seu auto controlo manteve-se mesmo com Tanak a recuperar muitos segundos. Os seus nervos de aço ‘disseram-lhe’ para não se preocupar, e quando entrou no último dia de prova com trinta segundos de avanço, era exatamente o que precisava para, psicologicamente manter ao longe o seu rival. Como quase sempre, uma super estratégia de um grande campeão.
Martin Holmes









