F1: Jacques Villeneuve volta a atacar família Stroll
Quando Jaques Villeneuve fala, é melhor sentarmos-nos e puxar de uma bebida pois é quase certo que vem uma opinião muito… à Jacques Villeneuve. É por demais conhecida a forma de atuar de Villeneuve e o próprio já disse que é pago para dizer o que pensa. E como é habitual, o alvo da língua afiada do campeão canadiano e filho de um dos mais míticos pilotos da história da modalidade, teve como alvo, novamente, o seu compatriota… Lance Stroll.
As prestações do jovem rookie da Williams foram, na ótica do ex-piloto da mesma equipa, “pouco convincentes” e considerou que o pódio em Baku foi “pura sorte”. Villeneuve acredita que a prestação de Lance prejudicou a reputação da equipa e que “até Felipe Massa foi mais rápido que ele”.
As declarações não ficaram por aqui, mudando de alvo para a Williams, que acusa de ter vendido a “alma” à família Stroll: “Venderam a alma aos biliões de Lawrence Stroll que não quer saber de mais nada a não ser o seu filho.”
Mas por muito que as opiniões de Villeneuve sejam sempre bem… concisas (vamos usar um eufemismo), a realidade é que Stroll não impressionou muito na sua época de estreia, embora também tenha feito coisas muito boas, como por exemplo a qualificação à chuva em Monza ou o pódio de Baku, pois apesar de lá ter chegado porque à sua frente houve alguns ‘desentendimentos’, a verdade é que… estava lá para o conseguir.
Colecionou alguns erros no primeiro terço do ano, especialmente nas primeiras corridas e embora tenha evoluído bem ao longo da época. Foi, como era de esperar, ‘abafado’ em qualificação e em corrida pelo seu experiente colega de equipa, sendo natural que Massa tenha sido regularmente melhor que o jovem canadiano.
Estamos a falar de um ano de estreia, numa equipa com grande visibilidade e a tarefa de Stroll nunca seria fácil, mas talvez se esperasse um pouco mais. De qualquer modo, para quem passou diretamente da F3 para a F1, não se pode dizer que tenha sido uma época negativa.
Villeneuve não ficou por aqui e ainda teve tempo para mandar uma “bicada” a Bottas, considerando as prestações do finlandês embaraçosas e apontando Pascal Wehrlein como uma melhor escolha. Não se coloca em causa o talento de Wehrlein que ficou injustamente sem lugar na F1, mas daí até o considerar melhor que Bottas… O que seria de nós sem Jacques Villeneuve?
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Miguel Costa
4 Janeiro, 2018 at 17:10
Sempre gostei do piloto, sendo filho de quem é, comecei a acompanhar a carreira dele na indy, até certo momento foi bom piloto, depois casou com a Minogue Sister e foi-se por aí a baixo. Como comentador ou “falador”, diz o que pensa coisa que eu acho muito bem, o problema é que o Jacques como qualquer mortal famoso, gera ódios, especialmente em povos como nós, latinos. Houve e há gente muito mais “sincera” nos meandros do desporto (adoro o Kimi e também é um incontinente verbal), quando se é famoso e adorado por milhares (ou odiado) podem verbalizar o que quiserem que ninguém leva a mal (quem o adora, um bom exemplo é o tipo do peido) e quem o detesta, casca à boa maneira tuga. Sem o Villeneuve isto não tinha graça nenhuma. Já o Stroll podem florear a questão mas só está na F1 porque o pai comprou (metade?) da Williams, doutra maneira nunca sentava o cú lá.
Frenando_Afondo™
4 Janeiro, 2018 at 18:07
Concordo totalmente que o Wehrlein teria feito bem mais que este Villeneuve, caso tivesse tido os monolugares que este teve…
Sobre o Stroll, o Villeneuve tem é o cuzinho apertado por agora andar na F1 um canadiano, o que põe em risco os números da sua família, caso este venha a ter sucesso. E a realidade é que agora já não figuram só Villeneuves em todos os recordes da F1, porque o Stroll já lá meteu o seu nome. Se calhar deve-lhe doer ir à wikipedia e ver isso.
Jabba
5 Janeiro, 2018 at 10:24
Na história também o grande Marco Aurélio impôs o (incompetente) filho para ser governador (nunca tinha acontecido), e acabou por dar início ao fim do império romano. Se a Williams tem perdido identidade, agora está-se a vender de uma forma muito perigosa.