Thierry Neuville foi um dos melhores e dos mais azarados pilotos do WRC 2017. O que se lhe viu fazer nos primeiros dois terços do Rali de Monte Carlo, quando chegou à 14ª de 17 especiais com 58.5 de avanço para Sébastien Ogier, temeu-se que esta temporada o binómio Neuville/Hyundai fosse demasiado forte para a concorrência. Mas não, pois como se sabe o belga teve um pequeno azar com grandes consequências em Monte Carlo, ao meter um roda dez centímetros mais ao lado que devia – foi mais azar do que outra coisa qualquer – e na prova seguinte, aí sim, borrou totalmente a pintura…
Como consequência, o belga foi o piloto com mais vitórias, quatro, mas terminou o ano a 24 pontos de Ogier. Nas duas primeiras provas do ano abandonou duas vezes, somando apenas (em Rally2) 13 pontos, quando podia, facilmente, ter somado 50, ou mais. Recuperou, chegou a estar em igualdade pontual com Ogier, na Finlândia, mas o esforço já não deu para mais.
Ter sido o segundo piloto com mais pódios, não chegou. Foi também o piloto com mais triunfos em PE, 55, mais 26 que o segundo, Tanak, o que diz bem da sua rapidez. Conseguiu ser, também, o piloto que mais vezes esteve na frente de um rali, 52. Partindo do princípio que as restantes prestações eram as mesmas, bastava não ter tido aquele azar de Monte Carlo, em que, por 10 cm, um toque numa berma estragou-lhe uma prova quase ganha. Depois, na Suécia, cometeu um erro infantil, que acontece, e que, sabe-se agora, pode ter-lhe ‘roubado’ o título. Não merecia tanto azar, nem sequer aquela falha de suspensão na Alemanha. De resto, o que já se sabe, um grande piloto, que será novamente candidato em 2018, pois nada indica que a Hyundai irá ter um carro pior. A sua única desvantagem será o facto de Ogier não partir para 2018 tão ‘atrás’ como partiu em 2017. Mas mesmo assim, será um osso duro de roer…
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