A entrada numa competição com a exigência da F1 é sempre complicada e embora a Haas não tenha deslumbrado este ano, deu um passo positivo. A equipa de Gene Haas, conquistou este ano mais pontos que no ano de estreia (29 vs 47).
A Haas demonstrou que tem ainda muito para desenvolver e melhorar, mas neste segundo ano, provavelmente o mais complicado de uma equipa jovem, pode dar-se como satisfeita com os resultados obtidos, não que tenham brilhado como nas primeiras corridas do ano passado, mas estiveram mais regulares e conquistaram pontos de forma mais ou menos constante. As fraquezas do chassis de 2017 foram similares às do de 2016, com foco na travagem que ainda deu dores de cabeça aos engenheiros e pilotos. O nível de apoio aerodinâmico não foi também o ideal, mas não podemos esquecer que estamos a falar de uma equipa com apenas 2 anos de competição.
Uma das mudanças para este ano foi a entrada de Magnussen para o lugar de Gutierrez, o que tornou a dupla de pilotos muito mais forte. O dinamarquês fez 19 pontos este ano e espalhou “simpatia” em pista, com duelos muito quentes, especialmente com Hulkenberg e Alonso. Não satisfeito, Magnussen ainda mostrou uma faceta de poeta, respondendo à provocação de Hulkneberg de forma memorável. Não foi o melhor ano do piloto, que demora a mostrar o potencial que evidenciou nos campeonatos inferiores, mas a equipa não teve dúvidas em mantê-lo para 2018. Quanto a Grosjean, manteve-se no papel de piloto mais influente da equipa, com mais pontos marcados (28), embora não tenha mostrado a forma de outros tempos. Foram vários os erros do francês, mas ainda assim fez o suficiente para levar a equipa onde precisava e para manter o lugar. Foi um dos duelos mais equilibrados do grid, com Gorsjean a marcar mais pontos, mas com Magnussen a acabar mais vezes à frente do francês em corrida (7-6). Em qualificação, o dinamarquês não teve hipóteses (12-8) mas compensou em corrida, onde foi frequentemente melhor que o colega de equipa, fazendo a melhor volta da equipa 10 vezes, contra 8 de Grosjean, que conquistou o melhor resultado da equipa este ano 6º.
2018 pode ser um ano positivo para a Haas, que desde cedo apontou agulhas para o ano que vem, redirecionando os meios disponíveis no desenvolvimento da nova máquina, que se espera mais competitiva. O plano da equipa é ambicioso e passa por vencer num prazo de 10 anos. Para já esse objetivo não está ao alcance e será preciso muito mais para que tal se verifique mas o progresso mostrado até agora mostra que o rumo escolhido é acertado e que o futuro poderá ser risonho. A dupla de piloto garante qualidade suficiente para lugar pelos pontos e subir no campeonato. A concorrência estará por certo mais forte e não é expectável que a Haas consiga fazer muito melhor que este ano, mas caso o faça será um excelente sinal para o futuro.










