Há muito que Elisabete Jacinto trocou o conforto das salas de aulas, primeiro por uma moto, mais tarde pelo cockpit de um camião de corridas no meio do deserto, numa carreira absolutamente fabulosa, e que já tem novo capítulo agendado. A piloto portuguesa, que continua a ser a única mulher a nível mundial a participar em provas de todo-o-terreno em camião, renovou os acordos e vai dar sequência ao seu projeto desportivo.
Voltando um pouco atrás, tinha apenas 20 anos quando começou a dar aulas de Geografia, atividade que interrompeu em 2003. “Não era possível conciliar as aulas com a competição”, recorda Elisabete Jacinto. “Talvez uma dia mais tarde retome, mas na altura decidi que me iria dedicar a 100 por cento ao desporto enquanto conseguisse”.
Agora, vai continuar a ter a marca Bio-Ritmo a decorar o seu MAN TGS de competição, com o qual compete desde 2009 e a piloto propõe-se participar em três grandes maratonas africanas. Desta forma, a época terá início já em janeiro com o Rali Africa Eco Race, que começou a preparar desde há alguns meses, constituindo esta a prova mais desafiante de toda a época face à sua extensão e grau de dificuldade. Seguir-se-á o rali Morocco Desert Challenge, uma prova coast to coast que se realiza no mês de abril e que bate recordes em termos de participação de equipas em camião. A equipa Bio-Ritmo completará a sua agenda desportiva com mais uma corrida que, neste momento, está ainda em análise.
Ao seu lado, Elisabete Jacinto conta com o navegador José Marques e o mecânico Marco Cochinho responsável também pela preparação e manutenção do MAN TGS. Jorge Gil, Hélder Anjos e Pedro Azevedo constituem a equipa de assistência que utilizará o MAN KAT, camião de origem militar que está há 11 anos ao serviço da equipa.
“É com orgulho que mantenho o mesmo grupo de trabalho ao longo destes últimos anos pois isso traduz-se num significativo reforço da eficácia. Conhecemos-nos bem e temos claros os nossos objetivos” refere a piloto que participou pela primeira vez no rali Dakar em 1998 em moto. Esta continua a ter a excelência como objectivo principal na sua vida. Os resultados desportivos são assim um reflexo do seu empenho, dedicação e trabalho de equipa. “Temos sempre por objectivo fazer um trabalho de qualidade. Só assim será possível a concretização da nossa meta que é a de obtermos classificações de pódio” acrescentou Elisabete Jacinto.











Deixa te de Africa eco races e vai outra vez pó Dakar lutar contra os bons em vez de os amadores, eu pessoalmente preferia um top 10 contra os melhores do mundo do que um segundo ou terceiro contra amadores
O Dakar é mais longe, a concorrência muito superior tudo isso implica um budget muito superior, provavelmente mais que o dobro, sem garantias de chegar no top 10, já que teria que competir com Kamaz, Tatra, Iveco, Maz, Renault e até com os pequenos Hino, todos com equipas oficiais, e no caso da Kamaz bem numerosa. Todos esses camiões são pilotados por pilotos profissionais que podem e sabem bem andar a fundo o tempo todo. Depois ainda há privados muito competentes e bem armados. Provavelmente a Elisabete, não teria nem meios nem capacidade pilotagem que lhe permitisse ficar no top… Ler mais »
Não é facil desenvolver o camião sozinha e praticamente sem envolvimento da casa mãe. A própria equipa da MAN que costuma ir ao Dakar (VEKA RACING) este ano nem vai correr tendo fechado e vendido um dos seus carros a outra equipa (RAINBOW TEAM). O Palmarés da Elisabete fala por ela e acima de tudo todas as outras concorrentes femininas nem de perto têm um palmarés tão rico … por isso não é por falta de capacidade que aparecem os resultados. Pessoalmente prefiro o Africa Race em relação ao Dakar que nos últimos anos não tem tido nada de maratona… Ler mais »