Dias antes do início da Baja Portalegre 500, a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting anunciou, em comunicado, que a Baja do Douro estava, em definitivo, anulada. As reações, sendo muitas e variadas, não se fizeram tardar . Entre pilotos e equipas, houve, no entanto, quem quisesse mais explicações. O argumento, por parte da FPAK, de que “a dificuldade em encontrar uma data que satisfizesse todos os intervenientes no todo o terreno nacional levou a esta tomada de decisão” não deixou toda a gente satisfeita.
Foi por isso que, já em Portalegre, houve uma reunião com pilotos, equipas, preparadores, representantes da FPAK e do clube organizador da prova nortenha, o Gondomar Automóvel Sport. Foram esgrimidos vários argumentos, entre os quais, a falta de condições logísticas e financeiras, para não levar adiante a prova previamente agendada para o primeiro fim de semana de dezembro. O mal-estar em relação a este assunto manteve-se, seja dos intervenientes que ficaram insatisfeitos com a medida tomada pela entidade federativa, seja daqueles que preferiram evitar o assunto.
Este processo, com avanços e recuos desde que foi anunciada a primeira decisão em mudar a data da prova, apenas contribuiu para a indefinição do campeonato e respetiva deterioração da imagem do mesmo.
João Picado
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