Já toda a gente sabia do desfecho, mas como em tudo na vida e nos negócios, só quando estes estão confirmados oficialmente é que todos têm a certeza. E foi isso que aconteceu, com a McLaren a oficializar o ‘divórcio’ com a Honda e a confirmar a nova parceria com Renault até ao fim da temporada de 2020. Agora só falta mesmo Fernando Alonso confirmar que fica na McLaren.
O acordo de parceria para o fornecimento de motores da McLaren com a Renault vigora nas temporadas de 2018, 2019 e 2020, sendo que para a Renault, este acordo permite trabalhar com uma segunda escuderia de primeiro plano, capaz de fornecer todo o retorno para o progressivo desenvolvimento do motor. Para Jérôme Stoll, Presidente da Renault Sport Racing: “Esta é uma decisão estratégica para a Renault Sport Racing. É a primeira vez que vamos trabalhar com a McLaren e estamos orgulhosos por termos chegado a acordo com uma estrutura com tal historial na Fórmula 1. Esta aliança não será apenas técnica e desportiva, pois será também suportada por ações de marketing e de comunicação” disse.
Quanto a Cyril Abiteboul, Diretor-Geral da Renault Sport Racing: “Estamos muito contentes por podermos anunciar esta parceria entre a Renault Sport Racing e a McLaren Racing. É muito excitante cria esta relação entre duas marcas históricas na Fórmula 1 e que vão, pela primeira vez, cooperar. A McLaren é uma equipa inspiradora, com pilotos talentosos, que nos irão ajudar, não somente no desenvolvimento do motor, mas, também, servir de referência e de exemplo para o desenvolvimento da nossa atividade de chassis. É um novo recomeço para uma equipa várias vezes campeã do Mundo e que está impaciente para recuperar a glória.”
Do lado da McLaren, até o Sheikh Mohammed bin Essa Al Khalifa, Presidente Executivo e Diretor do Comité Executivo do McLaren Group chancela a nova união: “A Renault é um construtor que, tal como a McLaren, tem a Fórmula 1 profundamente enraizada no seu ADN. A Renault introduziu o conceito da sobrealimentação na Fórmula 1 em 1977, ganhou Grandes-Prémios com e sem motores turbo, e foi sempre pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias para a Fórmula 1. Um McLaren impulsionado pela Renault é um novo e excitante conceito para a Fórmula 1. Na McLaren, temos a motivação, o desejo e os recursos para sermos competitivos em 2018 e com a força da Renault deveremos fazer um significativo progresso para o topo da grelha. O anúncio de hoje marca o início de um novo capítulo na história da McLaren”, disse.
Quanto a Zak Brown, Diretor Executivo do McLaren Technology Group, finalmente terminará – no fim de 2017 – uma dor de cabeça chamada Honda com a McLaren a ter a oportunidade de respirar fundo e começar de novo. Basicamente, foram três anos atirados fora: “Este anúncio dá-nos a estabilidade necessária para desenvolvermos o nosso chassis e o nosso programa técnico para a temporada de 2018. A McLaren sempre trabalhou para formar parcerias estáveis com os seus fornecedores. Estamos convencidos que teremos um real valor acrescentado, trabalhando lado a lado com a Renault Sport Racing, no desenvolvimento da atual unidade de potência, de modo a somar sucessos com regularidade”, disse.
Este é um acordo bi-bilateral, em que só com o entendimento poderia resultar, ainda que a McLaren nada tenha a ver com a Toro Rosso, nem a Renault com a Honda. Agora, o único desocntente é provavelmente a Honda, que sai deste ‘filme’ muito chamuscada, mas também ela pode partir para um novo começo.










