Com o director da Citroën Racing, Yves Matton, ocupado com os media devido à crise que a equipa tem sofrido, e com o mercado de pilotos para o próximo ano, falámos antes do início do Rali da Alemanha com Marek Nawarecki, Diretor de Competição da equipa sobre o que seria para a Citroën o calendário ideal para 2018, tendo em conta que o promotor do WRC quer aumentar o número de ralis. “Como o calendário está agora estamos satisfeitos, mas é importante incluir os principais mercados de automóveis”. Na verdade, existe um conflito, os principais mercados são em locais onde os ralis não se realizam, como a China e o Brasil: “Sim, mas o nível de organização dos eventos do WRC também deve ser mantido. O nível de organização dos ralis precisa de ser gerido da maneira mais correta e, claro, os ralis recém chegados precisam de contar com uma organização e preparação excelentes, a todos os níveis, nomeadamente a segurança. Este é um trabalho difícil tanto para os recém chegados, como para os organizadores e para os novos países. Acreditamos que novos mercados importantes virão, no futuro. A China será um deles, obviamente muito importante, mas achamos que é preciso tempo”.
Há algum rali em particular que ache que não deveria fazer parte do campeonato? “Neste momento, não. Há sempre coisas a melhorar em todos, mas (permanecer no campeonato) depende da manutenção do nível de organização do campeonato. Claro que há ralis mais interessantes para um fabricante de automóveis, outros menos. Por exemplo, temos menos espetadores nas ilhas (como a Córsega e a Sardenha), sendo um ponto que tem sido frequentemente debatido, tentando alguns organizadores compensar de outras maneiras. Por isso, eu diria que não podemos apontar nenhum rali que queiramos abandonar.
Quão grande deve ser o campeonato em termos de número de ralis? “O aumento do número de ralis aumenta os custos, por isso, precisamos de ter muito cuidado com isso. A quantidade que temos agora (13) é aceitável e acreditamos que deve ser mantida”.
Martin Holmes












