Santino Ferrucci tripulou um Haas VF16 no início de 2016, em Silverstone. Nessa altura o jovem norte-americano, de 19 anos, estava na GP3 Series e tudo era novo para si, e depois da promoção à F2 foi experimentar o VF17 nos dois dias testes de Hungaroring. Ferrucci admitiu que optou por uma abordagem cautelosa, ciente das muitas diferenças que separavam os F1 deste ano dos da época passada.
“Tudo é um passo abismal, da GP3 para a F2 é enorme”, admitiu Ferrucci. “Os travões de carbono (da F2), na minha primeira volta lançada travei 30 metros mais cedo do que devia, bloqueei, ia a 50 à hora e tive de voltar a acelerar. Tinha a experiência de um F1, estava a habituar-me aos travões na F2, e na F1 a travagem é praticamente a mesma. Não foi um grande passo”, considerou o jovem norte-americano.
“Um carro de F1 não se parece com mais nada. Vai-se a mais 30 ou 40 km/h em cada curva, de quarta para quinta velocidade (nas curvas) e essa é a parte mais difícil de nos habituar-nos”, confessou Santino Ferrucci. O piloto de desenvolvimento da Haas considera que fez bons progressos, mas está ainda muito longe de chegar aos seus limites com o VF17: “A altas velocidades a cada volta que faço vou meio km/h mais depressa. O problema é quando se encontra o limite, quando se perde o controlo, apenas pressionamos os travões e tentamos manter-nos em pista. Este carro no limite pode ser, por vezes, assustador, por isso a altas velocidades prefiro moderar o andamento e perder uma décima e estar seguro em vez de arriscar a cada volta que faço”.









