Como parte de um acordo para continuar com os atuais regulamentos de motores até 2020, os construtores envolvidos na F1 concordaram, entre outros objetivos, encorajar a convergência de performance esta temporada. De moda ajudar os concorrentes a alcançarem a referência que é a unidade de potência da Mercedes, o sistema de ‘token’ – pensado para limitar os custos – foi ‘metido na gaveta’.
Para que o fim dos ‘token’ tenha o efeito pretendido os construtores acordaram com a FIA calcular uma convergência de performance – da responsabilidade da entidade federativa internacional – após as três primeiras provas de 2017. Apesar de não terem sido fornecidos detalhes publicamente quais os resultados – porque em causa estão dados considerados confidenciais para os construtores – a FIA confirmou que a diferenciação de performance entre Mercedes, Ferrari e Renault está compreendida entre 0,3s numa volta ao Circuito da Catalunha.
Este anúncio suscitou de imediato dúvidas entre os pilotos que utilizam motores da Renault, e Helmut Marko considera que o Grande Prémio da Rússia – onde os Red Bull ficaram a 0,7s dos carros da frente da grelha após a qualificação e a quase um minuto do vencedor da corrida – provou que o índice criado pela FIA é irrelevante. “A diferença que se viu faz com que os cálculos da FIA pareçam absurdos”, afirmou o austríaco. Marko considera que ficar a quase um segundo da ‘pole-posituon’ se deve, cerca de 0,5s à unidade de potência ou 0,6s ao chassis da Red Bull. E lembra que a FIA fez os seus cálculos baseada num circuito que recompensa a performance do chassis, contrariamente a Sochi, que premeia o motor. “Esta também é uma pista de corrida, que prova que ainda estamos, pelo menos, cinco por cento abaixo da Mercedes e da Ferrari”, enfatiza o austríaco da Red Bull, para quem o barómetro para a FIA encontrar o índice de convergência de performance deveriam ser os tempos de qualificação e não uma fórmula acordada com os construtores.










