Abdicar da exclusividade dos motores Honda talvez seja o ‘preço a pagar’ pela McLaren pela fala de performance evidenciada pelo conjunto neste início de época. Isso mesmo admitiu Eric Boullier, diretor da equipa de Woking, apesar da formação britânica poder beneficiar de informação adicional para a evolução do propulsor japonês.
Crescem os rumores de que a Sauber talvez venha a contar com motores Honda em 2018, e essa perspetiva vai contra as intenções iniciais da McLaren quando celebrou o acordo com a marca japonesa, desde que esta regressou à F1 em 2015. Nessa altura Ron Dennis ainda se encontrava à frente da equipa de Woking e não escondia a exigência por um estatuto de exclusividade. Os tempos mudaram, quem está à frente da empresa também, e a confrangedora falta de fiabilidade das unidades de potência nipónica talvez exija uma outra abordagem.
Eric Boullier já se mostrou aberto à ideia de mais equipas passarem a dispor de motores Honda: “Mais equipas é definitivamente melhor, embora haja um preço a pagar por isso, que é, obviamente, o desvio de recursos para construir mais motores”. Dizendo isto, o francês também considera que no caso de uma oura formação dispor de propulsores da marca japonesa a McLaren tem de se assegurar de que tal não poderá afetar a parceria da sua equipa com a Honda. “Acredito que é mais fácil ser honesto, rever os cenários, estar aberto a várias opções. Não há garantias de que possamos evoluir da situação em que estamos, mas sim ter um plano de recuperação. A possibilidade de uma segunda equipa Honda não pode distrair-nos de dar-mos o passo em frente de que necessitamos nesta altura”, acrescenta Eric Boullier,









