As ultrapassagens, ou a falta delas continuam a preocupar os chefes das equipas da Fórmula 1. E ainda só se realizou um Grande Prémio! É verdade que os monolugares estão mais rápidos e mais excitantes, mas apenas 12 ultrapassagens em Melbourne deixaram muitas dúvidas e preocupações. Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que as novas regras da F1, assim como as ideias defendidas pela Liberty serão boas para o desporto, mas que não se podem esquecer das ultrapassagens: “Estamos a chegar a algo interessante, estamos a mexer em tudo. Temos um ótimo conceito agora, a única questão é mesmo só as ultrapassagens. Temos de ver o que acontece nas próximas corridas, mas se nada mudar muito, teremos de conversar”. Cyril Abiteboul, da Renault, acredita que as equipas se devem juntar para encontrar uma solução para o problema da falta de ultrapassagens. “Continuo a acreditar que as ultrapassagens fazem parte do desporto, por isso os monolugares mais rápidos devem conseguir ultrapassar, se não, não se percebe o que está a acontecer. Se tudo se vai decidir nas paragens nas boxes, na estratégia, será mau, é que com estas novas regras e com estes pneus, vamos ter apenas uma. Temos de trabalhar como equipa e até todos juntos para melhorar estas questões. Temos de perceber como podemos otimizar o que temos nos monolugares…”.
Resta esperar pela China, que o ano passado foi o Grande Prémio com maior número de ultrapassagens, 161. Se olharmos para recordes negativos, concluímos que não é de agora haver ‘crises’ a este nível, com as ultrapassagens. Os Grandes Prémios de San Marino 2006, Hungria 2002, Japão 2002 e Mónaco 1998 tiveram apenas uma ultrapassagem e no GP da Europa de 2009, Estados Unidos 2005 e Mónaco 2003, não houve uma única (Fonte: Clip The Apex/http://cliptheapex.com). Sabem quem foi o piloto que mais posições ganhou no GP da Austrália de F1? Stoffel Vandoorne, cinco…
Rodrigo Fernandes










