Depois dos primeiros treinos livres do Grande Prémio da Austrália Pascal Wehrlein expressou preocupação sobre a sua forma física à Sauber. O alemão já tinha falhado os primeiros testes de Barcelona devido à lesão nas costas sofrida no acidente ocorrido em janeiro durante a Corrida dos Campeões, e voltou a ressentir disso no primeiro dia da prova de abertura da época de F1. Essa atitude motivou críticas, que Monisha Kaltenborn considera lamentáveis, elogiando a coragem do piloto, que acabou por ser substituído por Antonio Giovinazzi para o resto do fim de semana.
“Ele apenas precisa de tempo. Acho horrível que as pessoas achem que tem algo a ver com competência. Surgem com opiniões estranhas que aproveitam o que surge para falar sem qualquer autoridade para julgar alguém. Acho triste como se pode julgar alguém assim. Deviam era olhar para eles próprios primeiro”, afirmou a líder da Sauber bastante irritada. Monisha Kaltenborn destaca antes que Wehrlein teve muita presença de espírito e profissionalismo para fazer o que fez: “É preciso bastante para alguém tão ambicioso admitir e dizer; olhem, nestas circunstâncias, não conseguido cumprir a distância de corrida. Se alguém tivesse que dizer algo era de apreciar este tipo de franqueza e honestidade, o que não é fácil de manter dada a pressão a que os pilotos estão sujeitos”.
Antonio Giovinazzi cumpriu bem a função de substituir Pascal Wehrlein concluindo a corrida australiana, sendo de esperar agora que o alemão regresse aos comandos do Sauber na próxima corrida, na China a 9 de abril. Até lá o piloto vai ser novamente examinado por médicos para saber da sua condição física. Monisha Kaltenborn afirma que após o segundo teste em Barcelona Wehrlein sentiu-se bem, mas dada a natureza dos ensaios não podem ser comparados à intensidade de um grande prémio. Aliás a diretora da Sauber afirma que quando o piloto foi autorizado a participar nos testes ficou algo surpreendida. “Não tínhamos qualquer indicação de que isto pudesse alcançar, pois se tal tivesse acontecido teríamos começado desde logo a tomar medidas não o deixando guiar o carro, fazendo com que recuperasse a sua condição física primeiro. Quando chegamos à Austrália foi com a intenção que guiasse todo o fim de semana”, elucidou Kaltenborn.










