Antonio Giovinazzi, piloto de reserva da Ferrari e da Sauber, recebeu na noite passada dois SMS, um do seu manager, outro da Ferrari. Mas já era tarde, e o italiano já dormia no seu hotel. Acordou esta manhã, e no telefone estavam as duas mensagens por ler. Ambos diziam que iria substituir Pascal Wehrlein, mas a primeira reação ainda ‘estremunhada’ foi “isto é treta”. Mas não era. Tinha mesmo sido chamado à última hora para substituir Pascal Wehrlein na Sauber. Depois de ter substituído o alemão na primeira semana de testes em Barcelona, os problemas físicos que se pensavam ultrapassados por Wehrlein, afinal, ainda o incomodam. Azar de uns sorte de outros e de repente, o italiano, o primeiro desde Jarno Trulli, que deixou a F1 em 2011, vai sair de 16º para o GP da Austrália “Estou muito contente com a minha performance e estive quase a passar à segunda fase da qualificação” começou por dizer Giovinazzi, que lamentou um erro na curva 15, mas destacou o facto de ter ficado próximo do outro Sauber, pilotado por Marcus Ericsson: “Cheguei a estar um pouco à frente do Marcus, ele tem mais experiência com o monolugar, é muito bom. Sem o erro talvez tivesse feito melhor”.
Marcus Ericsson mostrou-se também impressionado com o italiano. “Não sei se estou surpreso, mas estou impressionado. Ele fez um bom trabalho”.
As coisas são como são, Pascal Wehrlein teve mesmo um mau momento na Corrida dos Campeões, com o acidente que o lesionou, perdeu dias de testes em Barcelona, perde agora a primeira corrida depois de se ter dirigido à equipa no final do primeiro dia de treinos livres dizendo que não estava a 100 por cento, e arrisca muito com toda esta história. É certo que a Mercedes está a investir na sua carreira, e não será por isto que vai deixar de o fazer, mas o jovem alemão não precisava mesmo nada disto. E se Giovinazzi faz uma estreia ‘daquelas’? “vai ser um dia especial para mim, o meu primeiro fim de semana de Grande Prémio; continuo sem acreditar. Será uma corrida muito longa, amanhã, mas tudo pode acontecer em Melbourne; darei o meu melhor”, terminou o italiano.
Rodrigo Fernandes










