Em 2008, quando foi conhecida a anulação do Lisboa-Dakar, o AutoSport titulou: “Medo venceu o Dakar”. Desta feita é mais…”Meteorologia derrota Dakar…”
De início a promessa passava pelo Dakar mais exigente de sempre, mas a mãe natureza não quis que assim fosse. Foi, ou está a ser, sim, exigente, mas para a ASO, cujos responsáveis têm para resolver problemas atrás de problemas. Para piorar as coisas, os percursos de ligação alterados não deixaram nada contentes com as diversas ‘províncias’ a reclamar que a caravana do Dakar lá passe de acordo com o plano original. O balanço, até agora é de uma etapa suspensa e três reduzidas, das oito planeadas. Ontem, um aluimento de terras entre as povoações de Volcán e Tumbaya, tornou impossível fazer a ligação por ali. Por perto, cheias com 1,2 metros de altura e pelo menos duas vítimas mortais. Mais de 1000 habitantes de Tumbaya tiveram que ser evacuados, e a Proteção Civil local avisou que precisaria pelo menos de 36 horas para restabelecer a normalidade e dar condições à caravana para passar. A partir daí teve que haver alternativas e logo surgiram pressões políticas para que os planos originais se mantivessem. O show estava todo preparado e “ir à volta” não era opção, para os políticos e depressa deixou também do ser para a ASO, que manteve as escalas originais de Salta e Chilecito.
No plano desportivo, Sam Sunderland estendeu a vantagem nas motos, Sebástien Loeb venceu a especial dos carros e passou Stepháne Peterhansel na geral, nos camiões, o russo Dmitry Sotnikov continua na frente. Nos quads, o líder é o russo Sergey Karyakin. Resumidamente, aquela que prometia ser a mais dura de sempre, vai ser o mais ‘remendado’ de sempre…









