Além de ter de se adaptar aos constantes problemas que sofreu com o arrefecimento dos travões durante o Rali da Córsega, Mads Ostberg utilizou a prova francesa para experimentar algumas mudanças no seu estilo de condução. Antes do evento, o norueguês identificou diversas áreas onde acredita ser necessária uma melhoria, nomeadamente a estratégia relativa à travagem, umas vezes mais macia e outras pressionando o pedal de forma ainda mais dura; a aproximação às curvas; a forma como deve equilibrar o carro à saída destas e a abordagem aos ‘cortes’; e ainda a utilização de diferentes linhas de trajetória em determinadas situações.
Após a PEC6, o piloto do Ford Fiesta WRC preparado pela M-Sport explicou melhor o que procurava fazer: “Basicamente sou um piloto de terra e registei algumas melhorias no asfalto ao longo dos anos, mas nunca consegui atingir o que queria. Preciso de iniciar um projeto para aprender a guiar em asfalto de forma correta. Não existe tempo para fazê-lo fora do WRC, por isso preciso de o comprovar nos eventos do Mundial de Ralis. Não é o ideal, mas preciso de tirar o tempo necessário para aprender. Irei definitivamente perder tempo neste rali porque estou a experimentar coisas que não estão a funcionar, mas faço-as para aprender. A maior mudança na minha técnica são provavelmente as linhas de trajetória”, referiu.
Resta saber que impacto é que esta mudança terá já no próximo fim-de-semana, por ocasião do Rali da Catalunha, uma prova com características muito especiais sendo o único evento misto do WRC.
Martin Holmes com André Bettencourt Rodrigues










