Uma vez mais Nico Rosberg teve a possibilidade de realizar a corrida que tanto gosta, partir na frente e não ser incomodado durante toda a corrida, vencendo novamente, aproveitando para dilatar a margem para Lewis Hamilton, colocando-a em 33 pontos. O inglês da Mercedes desaproveitou por completo o seu segundo lugar da grelha a caiu para oitavo nos primeiros metros da corrida, no que parece claramente ter sido mais uma partida falhada (há que confirmar se não foi novamente a já célebre embraiagem da Mercedes a ‘patinar’). Hamilton recuperou durante a corrida de oitavo para terceiro, e ainda lutou com Max Verstappen nas últimas voltas pelo segundo lugar, mas o já ‘célebre’ mudar de direção de Verstappen em travagem permitiu ao holandês suster Hamilton atrás de si e terminar em segundos. Lá na frente Rosberg teve sempre a corrida completamente controlada, limitando-se a gerir a margem para os pilotos atrás de si, não precisando de se defender nem atacar ninguém (só nas dobragens) durante toda a corrida. Com estes resultados, Hamilton perdeu mais uma oportunidade de recuperar terreno a Rosberg e vê a renovação do título fugir-lhe cada vez mais para Rosberg. A Mercedes assegurou o seu terceiro título Mundial de Construtores seguido. Os Ferrari de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen terminaram em quarto e quinto, com o vencedor do GP da Malásia a realziar em Suzuka uma corrida completamente apagada, terminando em sexto.
Sergio Perez e Nico Hulkenberg colocaram os seus Force India-Mercedes novamente na frente dos Williams de Felipe Massa e Valtteri Bottas, que encerraram o top 10, abrindo ainda mais a margem que os separa no campeonato que está cada vez mais ‘sorridente’ para a Force India. Apesar de partir de sétimo, Romain Grosjean não conseguiu pontuar com o seu Haas-Ferrari, terminando em 11º na frente de Jolyon Palmer, que voltou a colocar o seu Renault na frente de Kevin Magnussen que foi apenas 14º. Entre ambos ficou Daniil Kvyat, em mais uma corrida apagada dos dois Toro Rosso. Marcus Ericsson foi 15º com o Sauber, batendo os McLaren de Fernando Alonso e Jenson Button, que desiludiram por completo em Suzuka, provando-se que “santos da casa não fazem milagres”. Bem pior que Grosjean esteve o seu coelga de equipa, Esteban Gutierrez, que foi apenas 20º. Mais uma vez, Esteban Ocon bateu o Manor-Mercedes do seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein.
Nico Rosberg deu um enorme passo rumo ao título, pois se antes desta corrida Hamilton só dependia de si para ser campeão, isso mudou e a partir daqui, Rosberg já pode ficar sempre imediatamente atrás de Hamilton (nem sequer precisa do fazer em todas as corridas) e ainda assim ser campeão. Está tudo alinhado para Rosberg obter o seu primeiro título, pois a partir daqui só uma perfeita hecatombe tira o título a Rosberg. A partir daqui, tal como Toto Wolff disse à Sky F1, só se algum desistir e o outro somar 25 pontos as coisas voltam a ficar incertas.
Nico Rosberg assegurou em Suzuka a nona vitória da época e até hoje na história da F1 nenhum piloto deixou de ser campeão depois de vencer nove vezes na mesma temporada. No campeonato, o piloto da Mercedes soma agora 313 pontos, mais 33 que Lewis Hamilton. O triunfo de Rosberg começou a ser construído na partida, quando arrancou perfeitamente bem ao contrário do seu colega de equipa, que voltou a ter problemas, resta saber se semelhante a Monza, onde a ‘tal’ ‘incongruência’ da embraiagem e do sistema de arranques da Mercedes terá voltado a fazer das suas. Contudo, tendo em conta que Hamilton pediu desculpa à sua boxe via rádio ao invés de ‘barafustar’ com o sistema, isso pode indiciar que foi erro seu. De qualquer fora, curiosamente, Rosberg já perdeu este ano 29 posições na partida enquanto Hamilton ‘só’ perdeu 23 (a maior parte dos perdidos por Rosberg foi em Sepang, depois do toque de Vettel). Portanto, não é por aí que se justifica toda a diferença de Rosberg para Hamilton.
Resumo da corrida
Rosberg arrancou bem e Hamilton caiu de segundo para oitavo, atrás do líder Rosberg, colocaram-se Max Verstappen e Sergio Pérez, que partiu muito bem da quinta posição. Ricciardo, Vettel, Hülkenberg e Räikkönen seguiram-se, Vettel passou um apagado Ricciardo na travagem da 130R, e a partir daí tudo ficou muito ‘quieto’ durante algum tempo. Pouco depois, Rosberg começou a abrir vantagem na frente, que depressa colocou em 7.5s face a Vettel depois dos Red Bull terem ido cedo às boxes, trocando para pneus duros, misturando as estratégias de pneus face aos adversários. Mas não resultou. Hamilton recuperava muito devagar nesta fase da corrida, e só quando permaneceu mais tempo em pista pode passar dois adversários duma assentada nas boxes, chegando ao quarto lugar.
Na luta entre a Force India e a Williams, Sergio Pérez e Nico Hulkenberg suplantaram claramente Valtteri Bottas e Felipe Massa, e nem a diferente estratégia dos homens de Grove lhes valeu. Simplesmente os Force India andam mais.
Lá na frente Rosberg distanciou-se um pouco de Verstappen, Vettel rodava seis segundos mais atrás mas quase 15s à frente de Hamilton, que já passara Ricciardo. Nesta altura, Hülkenberg surpreendeu Bottas na travagem da chicane e colocou os dois Force India na frente dos dois Williams. Definitivamente! Lá na frente, Rosberg entrava em modo gestão, sem uma grande distância, poupando tudo, Vettel aproximava-se de Verstappen, agora já mais pressionado por Hamilton.
Depois das segundas paragens nas boxes, Rosberg tinha 6.3s de avanço para Verstappen, que por sua vez estava sete segundos na frente de Hamilton, que trazia Vettel colado depois do passar nas boxes. Raikkönen continuava em quinto à frente de Ricciardo, Pérez, Hülkenberg, Massa e Bottas. A 10 voltas do fim, Rosberg estava confortável, Verstappen tentava suster Hamilton, que se aproximou até o pressionar fortemente durante várias voltas, acabando mesmo o inglês por falhar uma travagem para a chicane quando Verstappen mudou de direção em travagem para a chicane antes da reta da meta. Acabaram aí as tentativas de Hamilton chegar ao 2º lugar, pois faltavam apenas duas voltas. Os Ferrari terminaram logo atrás, com Vettel à frente de Räikkönen. Ricciardo, Pérez, Hülkenberg, Massa e Bottas completaram os dez primeiros, com os dois Williams a jogarem numa estratégia de apenas uma paragem que não resultou para o seu grande objetivo, ficar à frente dos Force India.
1 Nico Rosberg Mercedes Mercedes 1:26’43.333
2 Max Verstappen Red Bull TAG 4.978
3 Lewis Hamilton Mercedes Mercedes 5.776
4 Sebastian Vettel Ferrari Ferrari 20.269
5 Kimi Raikkonen Ferrari Ferrari 28.370
6 Daniel Ricciardo Red Bull TAG 33.941
7 Sergio Perez Force India Mercedes 57.495
8 Nico Hulkenberg Force India Mercedes 59.177
9 Felipe Massa Williams Mercedes 1’37.763
10 Valtteri Bottas Williams Mercedes 1’38.323
11 Romain Grosjean Haas Ferrari 1’39.254
12 Jolyon Palmer Renault Renault 1 volta
13 Daniil Kvyat Toro Rosso Ferrari 1 volta
14 Kevin Magnussen Renault Renault 1 volta
15 Marcus Ericsson Sauber Ferrari 1 volta
16 Fernando Alonso McLaren Honda 1 volta
17 Carlos Sainz Jr. Toro Rosso Ferrari 1 volta
18 Jenson Button McLaren Honda 1 volta
19 Felipe Nasr Sauber Ferrari 1 volta
20 Esteban Gutierrez Haas Ferrari 1 volta
21 Esteban Ocon Manor Mercedes 1 volta
22 Pascal Wehrlein










