Lawrence Barreto escreve no AutoSport inglês um artigo de opinião subordinado ao futuro da Williams que toca em alguns pontos importantes, até pelas recentes declarações de Pat Symonds. O diretor técnico da Williams admitiu que a sua equipa ainda não está preparada para acolher uma ‘mega estrela’ do calibre de Fernando Alonso ou Sebastian Vettel, preferindo antes focar o orçamento reduzido (surge atrás de Ferrari, Mercedes, Red Bull e McLaren) no desenvolvimento do carro e na sua performance. Num momento em que pode mudar radicalmente a sua atual dupla de pilotos (tanto Valtteri Bottas como Felipe Massa terminam contrato, com o brasileiro a dar sinais de querer saltar para fora do ‘barco’), surge em cima da mesa a hipótese de Jenson Button regressar à sua primeira equipa na Fórmula 1.
O britânico é, afinal, um antigo campeão do mundo, e apesar da idade avançada (36 anos) poderia ainda ajudar a Williams a dar mais um passo em frente, naquele que seria o derradeiro desafio da carreira. Em Grove não dispõem dos mesmos recursos da McLaren, é certo, mas o motor Mercedes continua a ser o melhor do plantel e esse cenário não deve mudar em breve, mesmo com as novas regras – outro dos motivos para Button mudar de ‘ares’, voltando a equipar-se com carros mais potentes e atractivos, numa equipa que conta com a melhor unidade motriz da Fórmula 1. Ao serviço da empresa fundada por Sir Frank, regressar ao pódio parece mais provável do que com a McLaren, pelo menos neste momento.
Já para a Williams, contratar Button seria um sinal de que pretende realmente voltar a ser uma estrutura de topo, sem a necessidade de esgotar o orçamento para suportar o seu salário, até porque o inglês sabe que se encontra nos últimos anos da carreira. Depois, a associação de um campeão do mundo britânico com uma equipa britânica seria certamente interessante para um conjunto de patrocinadores do Reino Unido, que não encontram em Bottas e Massa a relação necessária. Por fim, seria também uma forma de motivar todos os departamentos, pois Button já provou que é capaz de extrair o melhor do carro em condições difíceis, que é um apaixonado pela Fórmula 1 e que adora trabalhar em conjunto com a equipa. Um casamento feliz?









